NASA detecta entrada de 1° corpo interestelar no Sistema Solar (FOTOS)

© Foto / PixabayCometa aproxima-se da Terra (imagem referencial)
Cometa aproxima-se da Terra (imagem referencial) - Sputnik Brasil
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O telescópio espacial Hubble identificou o primeiro cometa conhecido que irrompeu em nosso Sistema Solar a uma velocidade de quase 161.000 km/h.

O objeto interestelar é o 2I/Borisov, que deve passar a 289 milhões de quilômetros da Terra até o final do ano.

O Hubble captou duas imagens do objeto: a primeira delas, à esquerda, mostra como o cometa passa em frente da galáxia espiral 2MASX J10500165-0152029. Já na segunda foto, à direita, o cometa voa sob um cinturão de asteroides a uma distância de mais de 297 milhões de quilômetros da Terra.

Esse objeto interestelar foi descoberto pelo astrônomo russo Guennadi Borisov em 30 de agosto de 2019 e foi o primeiro cometa a chegar ao Sistema Solar a partir de outra estrela.

© Foto / NASA/HubblesiteDuas imagens do cometa 2I/Borisov captadas pelo Hubble
NASA detecta entrada de 1° corpo interestelar no Sistema Solar (FOTOS) - Sputnik Brasil
Duas imagens do cometa 2I/Borisov captadas pelo Hubble

Até o momento, os cientistas não sabem onde e quando sua jornada começou. A gravitação da estrela principal desvia ligeiramente a sua trajetória, mas é incapaz de captá-lo devido à sua órbita e velocidade, que alcança uns incríveis 161.000 km/h.

Os telescópios de todo o mundo estão observando o objeto interestelar, porém apenas o Hubble foi capaz de registrar imagens nítidas quando ele se aproximava do Sol.

Além disso, o telescópio revelou que o "coração" do cometa, composto de gelo e poeira, pode ter um diâmetro de aproximadamente 975 metros.

"O Hubble nos mostra o limite máximo do tamanho do núcleo do Borisov, que é uma parte importante. Surpreendentemente, nossas imagens revelaram que seu núcleo é 15 vezes menor do que sugeria a pesquisa anterior", afirmou David Jewitt, professor de ciência e astronomia da Universidade da Califórnia em Los Angeles.

De acordo com o cientista, conhecer o tamanho do objeto pode ser útil para iniciar as pesquisas e descobrir com que frequência esses corpos podem ser encontrados no Sistema Solar e em nossa galáxia.

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