Que opções teriam EUA contra Maduro após fracasso de Guaidó?

© REUTERS / Chris KeaneDonald Trump, presidente dos Estados Unidos
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O presidente estadunidense, Donald Trump, apostou suas fichas no autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, mas o insucesso desta jogada faz com que os assessores do presidente busquem estratégias mais agressivas.

O vice-presidente dos EUA, Mike Pompeo, no início deste mês realizou uma reunião com altos funcionários da Administração Trump para reavaliar a estratégia adotada pelos EUA há cerca de um ano para tentar provocar uma mudança de poder na Venezuela, informaram fontes citadas pela Bloomberg.

"Juan Guaidó, o líder da Assembleia Nacional que se autoproclamou presidente interino da Venezuela com o apoio dos Estados Unidos no início deste ano, até agora não conseguiu expulsar Maduro, e os funcionários norte-americanos estão preocupados que ele possa perder em breve sua posição oficial", aponta o artigo.

Um funcionário da Administração Trump, que pediu para não ser identificado, afirmou à Bloomberg que os "Estados Unidos se mantêm firmes com Guaidó", mas também disse que os EUA continuam ponderando todas as opções para avançar naquilo que designa como a campanha de "pressão máxima" contra o governo de Maduro.

Independentemente do futuro político de Guaidó, Trump e seus conselheiros determinaram que só existe uma abordagem credível para os EUA: esforços mais agressivos para pressionar Maduro.

A edição afirma que os EUA não estão considerando uma intervenção militar para alcançar os seus objetivos na Venezuela. Porém, acrescenta que altos cargos de Washington debatem novas estratégias para tentar derrubar Nicolás Maduro.

Uma das opções é tentar se aliar com a Rússia, país que apoia o atual presidente, para assim conseguir convencer Maduro a deixar o poder. Outra possibilidade debatida é aumentar a pressão sobre Cuba, o principal "patrocinador" do presidente venezuelano.

Durante a reunião com Mike Pence, também foi discutida e mais tarde rejeitada a ideia de tomar medidas duras contra a aquisição de petróleo venezuelano pela Índia, uma importante "tábua de salvação financeira" para o governo de Maduro.

Bloomberg destaca que "as discussões ilustram o dilema de Trump na Venezuela, onde no fim do ano passado começou uma campanha para derrubar Maduro sob direção do seu ex-assessor de segurança nacional John Bolton".

No entanto, o presidente estadunidense está "frustrado" por Maduro não ter sido derrubado rapidamente, como Trump pensava que acontecesse e como tinha anunciado Bolton.

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