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Ministério Público investigará mortes em Paraisópolis como 'homicídios'

© Folhapress / Marlene BergamoMoradores da favela Paraisópolis, em São Paulo-SP, realizam uma manifestação no dia 1º de dezembro de 2019 contra a violência da Polícia Militar na favela.
Moradores da favela Paraisópolis, em São Paulo-SP, realizam uma manifestação no dia 1º de dezembro de 2019 contra a violência da Polícia Militar na favela. - Sputnik Brasil
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Após tragédia em favela de São Paulo, Ministério Público anuncia o que pode ser uma reviravolta sobre a narrativa oficial do caso.

O Ministério Público de São Paulo abriu investigação sobre as nove mortes de jovens na favela de Paraisópolis, ocorridas no domingo (1º), tratando os casos como homicídios, contrariando a versão oficial da Polícia Militar de São Paulo de que os jovens foram pisoteados.

Segundo publicado pela Folha de São Paulo, o procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Smanio, designou na terça-feira (3) a promotora Soraia Bicudo Simões para apurar os "homicídios que ocorreram em Paraisópolis". A apuração deve durar pelo menos 30 dias.

Versão oficial é contestada

As mortes de Gustavo Cruz Xavier, Dennys Guilherme dos Santos Franco, Marcos Paulo Oliveira dos Santos, Denys Henrique Quirino da Silva, Luara Victoria Oliveira, Gabriel Rogério de Moraes, Eduardo da Silva, Bruno Gabriel dos Santos e Mateus dos Santos Costa, que tinham entre 14 e 23 anos, foram registradas pela Polícia Miliar do Estado de São Paulo como decorrentes de pisoteamento.

A polícia afirma que realizou uma operação no local em que perseguiu suspeitos até o baile funk na favela de Paraisópolis. A operação teria causado pânico nos cerca de 5 mil pessoas que participavam da festa e por isso o pisoteamento.

A versão da PM, porém, é contestada por moradores, que negam que houve perseguição. Além disso, os atestados de óbito dos jovens mostram que a causa da morte de pelo menos quatro deles teria sido asfixia e trauma na medula, conforme publicou o UOL.

Vídeos reforçam contradição

Diversos vídeos que circulam nas redes sociais mostram policiais agredindo jovens rendidos em Paraisópolis durante a confusão. Em um deles, um policial munido de cassetete desfere golpes contra jovens que caminham de mãos erguidas.

​O vídeo chegou a ser rechaçado pelo governador paulista João Doria (PSDB), que anteriormente lamentou as mortes dos jovens mas defendeu a política de segurança pública praticada em São Paulo. Doria defendeu que o policial seja investigado pelas agressões.

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