Especialista militar comenta artigo da National Interest sobre 'supertanque' soviético

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A revista norte-americana National Interest avaliou em artigo de 1º de dezembro um "supertanque" soviético em caso de guerra nuclear. Especialista militar russo comentou a análise da revista.

A revista National Interest interessou-se pelo projeto do tanque soviético desenvolvido para o caso de uma guerra nuclear. Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o coordenador do Centro de Estudos de Problemas Aplicados de Segurança Nacional e coronel aposentado, Aleksandr Zhilin, comentou o artigo da NI.

"Sim, nós estamos à frente do resto do mundo no campo do equipamento blindado – isso nós provamos muitas vezes. No entanto, não devia dizer que os tanques criados na década 1950 podem ser usados em uma guerra moderna", ponderou Aleksandr Zhilin.

Segundo o especialista, "tanques não serão usados na fase quente de uma possível terceira guerra mundial, por haver meios de combate muito mais eficazes".

"Aparentemente, os norte-americanos estão desenvolvendo muito rapidamente armas se baseando nos novos princípios físicos no espaço, tentando se tornar o primeiro país lá. E isso coloca em perigo colossal o mundo todo", opinou Zhilin.

O coronel aposentado adicionou que os EUA falam sobre os tanques para "enganar" e "tirar a atenção do que na verdade está fazendo o complexo militar-industrial" norte-americano.

A revista estadunidense publicou um recente artigo sobre o projeto de um tanque soviético desenvolvido para guerra nuclear. De acordo com a publicação, o tanque do projeto Objeto 279 foi criado no final da década de 1950 e sua estrutura tinha várias características incomuns.

© Foto / Aleksandr Markin Tanque soviético Objeto 279
Especialista militar comenta artigo da National Interest sobre 'supertanque' soviético - Sputnik Brasil
Tanque soviético Objeto 279

A edição chama a atenção para a forma de "pires" do casco que, de acordo com os desenvolvedores, poderia proteger o tanque e sua tripulação da onda de choque proveniente de uma explosão nuclear. O autor do artigo salienta a espessura da armadura, que era de 319 milímetros na torre e 269 milímetros no ponto mais fortificado do casco. Estes números excedem largamente as características do famoso tanque soviético T-72, que entrou em serviço nos anos 70.

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