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Taxação dos EUA sobre produtos brasileiros gera chuva de memes irônicos

© AP Photo / Evan VucciO presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (à esquerda), e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião do Salão Oval da Casa Branca, em Washington, nos EUA.
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (à esquerda), e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião do Salão Oval da Casa Branca, em Washington, nos EUA. - Sputnik Brasil
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O anúncio de Donald Trump de que os EUA voltarão a impor tarifas sobre o aço e o alumínio de Brasil e Argentina gerou muitas postagens irônicas no Twitter sobre a relação do governo brasileiro com o presidente americano. 

Por meio do Twitter, o republicano acusou nesta segunda-feira (2) Brasil e Argentina de desvalorizar as próprias moedas e, por isso, disse que voltará a impor tarifas sobre os dois produtos. 

Os internautas não perdoaram e usaram as redes sociais para criticar a posição do Brasil em relação aos EUA.

​Bolsonaro costuma se orgulhar de possuir uma relação estreita com Trump, mas várias medidas recentes mostram que na prática essa aproximação tem obstáculos, como foi o caso de agora e recentemente sobre o ingresso do Brasil na OCDE e o veto à entrada da carne brasileiro no mercado dos EUA. 

​Após o anúncio de Trump, Bolsonaro reagiu à fala do presidente dos EUA e disse que vai conversar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e que, se for o caso, vai falar diretamente com Donald Trump.

​Em março de 2018, Trump anunciou a imposição de uma sobretaxa de 25% sobre as importações de aço e de 10% sobre as de alumínio de vários países, incluindo o Brasil, maior exportador para os EUA.

​Na época, a decisão gerou protestos de diversos setores e, em agosto, o presidente americano voltou atrás da decisão. 

​Agora, Trump mudou de ideia novamente, com base na desvalorização da moeda brasileira e argentina. 

​Desde o início do ano até a última sexta-feira (29), o dólar já subiu 9,43% em relação ao real, o que torna as exportações brasileiras mais baratas e aumenta a competitividade dos produtos do país no mercado externo.

​O anúncio surge num momento em que o governo brasileiro critica a eleição do novo presidente argentino, Alberto Fernández, que tem Cristina Kirchner como vice. A situação exigirá articulação política e comercial entre os vizinhos. 

​No dia 4 de novembro, o governo dos Estados Unidos anunciou que por questões sanitárias o veto à carne bovina in natura do Brasil continuaria. Durante encontro de Trump e Bolsonaro em março houve uma promessa de reabertura. 

​No início de outubro, foi divulgado que os EUA não apoiariam de imediato a entrada do Brasil na OCDE, apesar de Trump ter prometido apoiar a entrada brasileira na entidade. 

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