Repouso de 21.000 anos: desvendados detalhes da morte de mamute achado na Sibéria (VÍDEO)

© Sputnik / Aleksandr VolfMonumento de mamute na Rússia (imagem referencial)
Monumento de mamute na Rússia (imagem referencial) - Sputnik Brasil
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O fóssil do animal conta com uma marca na escápula feita por uma arma de pedra, provalvelmente uma lançada usado por humanos para caça-lo.

Pesquisadores do departamento de Estudos da Fauna Mamute da Academia de Ciências da República de Sakha (Yakútia) encontraram neste verão, na ilha siberiana de Kotelny, os fósseis de um mamute que viveu há 21 mil anos e que provavelmente foi morto por humanos. A descoberta ocorreu durante uma expedição conjunta da Academia de Ciências da Rússia e Sociedade Geográfica Russa.

Os especialistas chegaram a essa conclusão após estudar uma marca encontrada na escápula do animal. Esta, aparentemente, foi feita pela ponta de uma lança. Um exame posterior confirmou a suposição.

"Efetuamos uma análise criminológica em Moscou […] e determinamos que ali não houve ferro, ou seja, todos os rastros foram deixados por uma arma de pedra", disse à agência Yakutia 24 o paleontólogo Valery Plotnikov, um dos integrantes do estudo.

Plotnikov detalhou que o processo de datação dos fósseis, realizado pelo professor Naoki Suzuki, da universidade japonesa de Jikei (Tóquio), situa o mamute dentro de um período em que nos continentes euroasiáticos e norte-americano existiam extensos glaciares, motivo pelo qual o nível do mar era 100 metros mais baixo que hoje.

Vastos territórios da Rússia e América do Norte eram "pastagens enormes onde pastavam esses animais".

Segundo Plotnikov, eles escavaram somente entre 30 e 40% dos restos do mamute, por isso o restante ainda deverá permanecer no local.

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