EUA ameaçam Egito com sanções no caso Su-35: 'É possível colocar os EUA em seu lugar', diz professor

© Sputnik / Anton Balashov / Abrir o banco de imagensUm caça russo Su-35S do grupo de acrobacia aérea Sokoly Rossii voando sobre o aeródromo Tsentralnaya Uglovaya, perto de Vladivostok
Um caça russo Su-35S do grupo de acrobacia aérea Sokoly Rossii voando sobre o aeródromo Tsentralnaya Uglovaya, perto de Vladivostok - Sputnik Brasil
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Os EUA ameaçaram o Egito com sanções caso o país árabe compre caças russos Su-35. Americanista da Escola Superior de Economia da Rússia, Aleksandr Domrin explica por que os norte-americanos reagem desta forma.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e o secretário de Defesa, Mike Esper, alertaram o Egito de que os EUA poderão impor sanções contra o país árabe, caso este prossiga com os seus planos de adquirir caças russos Su-35.

Os norte-americanos instaram o ministro da Defesa do Egito, Mohamed Ahmed Zaki, a desistir da compra, sob pena de suspenderem a ajuda militar que o Cairo recebe dos Estados Unidos desde 1979.

© Sputnik / Anton Balashov / Abrir o banco de imagensCaças russos Su-35S participam das celebrações em homenagem aos cem anos da criação do regimento de aviação de combate da Força Aérea russa e da Defesa Aérea do Distrito Militar Oriental
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Caças russos Su-35S participam das celebrações em homenagem aos cem anos da criação do regimento de aviação de combate da Força Aérea russa e da Defesa Aérea do Distrito Militar Oriental

Professor da Escola Superior de Economia, Aleksandr Domrin, ouvido pelo serviço russo da Radio Sputnik, acredita que a ameaça de sanções atende a interesses econômicos:

"O mais importante é a concorrência desleal. Sim, os EUA querem "ser grandes novamente", querem promover sua própria economia – e isso é um interesse absolutamente racional para qualquer país. Mas esta concorrência é desleal por que, ao invés de competir economicamente, os EUA tentam reforçar a promoção de seus projetos econômicos com um 'porrete', impondo sanções contra aqueles que se recusem a comprar produtos americanos."

O professor alerta que punir parceiros por não adquirirem produtos "made in America" é um tiro que poderá sair pela culatra:

"Essa postura é absolutamente incivilizada, e mais cedo ou mais tarde será contraproducente para os EUA", afirmou Domrin.

O professor acredita que a Rússia pode contribuir para que os EUA modifiquem essa postura alertando para o seu caráter incivilizado.

"Os americanos sabem que, ao impor sanções, estão agindo de forma incivilizada, mas não gostam de ser lembrados disso. Quanto mais nós apontarmos esse comportamento, mais frequentemente eles se lembrarão", concluiu o especialista.

No final de junho, o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, anunciou que Moscou está pronta para cooperar com o Egito para fortalecer a segurança na região.

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