Voo silencioso: por que mísseis de cruzeiro russos colocam OTAN em alerta?

© Sputnik / Denis Abramov / Abrir o banco de imagensNavio Grad Sviyazhsk, da Marinha russa, lança míssil de cruzeiro Kalibr durante treinamentos da Flotilha do Mar Cáspio (foto de arquivo)
Navio Grad Sviyazhsk, da Marinha russa, lança míssil de cruzeiro Kalibr durante treinamentos da Flotilha do Mar Cáspio (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Desde sua estreia em 7 de outubro de 2015, quando corvetas russas fizeram uma salva maciça contra alvos dos terroristas na Síria, os militares da Rússia têm usado o míssil de cruzeiro Kalibr, e sempre com sucesso.

A família de mísseis Kalibr reúne vários tipos de projéteis. Primeiro, são os mísseis antinavio ZM-54K/ZM-54T com ogivas penetrantes de alta explosão. Em segundo lugar, são os ZM-14K/ZM-14T, que são projetados para atacar alvos terrestres e também estão equipados com ogivas altamente explosivas.

Em terceiro lugar, são os torpedos com motor de foguete 91R1 e 91RT2, que se destinam a combater submarinos do provável inimigo. Todos os modelos são padronizados em tamanho e se encaixam nas células dos sistemas de disparo universais ZS14 de baseamento naval.

Dinastia de mísseis

Existem também os mísseis de cruzeiro de baseamento aéreo Kalibr-A, lançados por aviões táticos e estratégicos, sendo que alguns supostamente podem ser disparados pelos sistemas táticos operacionais Iskander.

Os principais portadores do Kalibr são navios e submarinos: fragatas dos projetos 22350 e 11356, corvetas do projeto 20385, pequenos navios de mísseis dos projetos 21631 e 22800, navios-patrulha do projeto 22160 e submarinos dos projetos 885 Yasen, 636 Varshavyanka, 677 Lada, 971 Schuka-B e 877 Paltus. O alcance de voo declarado do Kalibr de baseamento naval é de cerca de 1.400 quilômetros.

Trajetória complexa

O princípio de funcionamento dos mísseis Kalibr envolve uma preparação pré-lançamento complexa: a introdução de uma trajetória eletrônica que inclui altitudes, rotas, pontos de controle e de referência. As características do alvo a ser atingido pelo míssil também são adicionadas.

Depois da introdução da missão de voo, é verificado o sistema de controle de prontidão incorporado no míssil, seguido pelo acionamento do motor de propulsão de combustível líquido à base de querosene. O próprio foguete determina a sua altura por rádio ou altímetro barométrico.

O percurso do Kalibr é curvilíneo e depende do terreno da superfície subjacente, da presença de meios de defesa antiaérea e de reconhecimento eletrônico inimigos, bem como de muitos outros parâmetros.

Missão de voo

"Mísseis de cruzeiro são armas operacionais e estratégicas […] Eles são especialmente bons se o inimigo não tiver um sistema de defesa antiaérea multicamadas", disse o especialista militar Viktor Murakhovsky.

© Sputnik / Vitaly Timkiv / Abrir o banco de imagensSistema de mísseis de cruzeiro Kalibr instalado na fragata russa Admiral Grigorovich
Voo silencioso: por que mísseis de cruzeiro russos colocam OTAN em alerta? - Sputnik Brasil
Sistema de mísseis de cruzeiro Kalibr instalado na fragata russa Admiral Grigorovich

Murakhovsky cita exemplos recentes de funcionamento eficaz e ineficaz destas armas.

"O primeiro foi o ataque às instalações na Arábia Saudita. Enquanto os mísseis eram bastante primitivos em comparação com os mísseis russos ou americanos, o dano do ataque foi estimado em bilhões de dólares. O segundo caso foi o lançamento pelos americanos e seus aliados de cerca de cem mísseis de cruzeiro contra instalações na Síria. Aí o sistema de defesa antiaérea sírio comprovou toda a sua eficácia e abateu quase todos", exemplificou.

Durante o voo, o míssil passa por todos os pontos de controle programados na trajetória, em cada um deles é determinada a sua posição e ela é comparada com a missão de voo.

Quando o Kalibr entra na área do alvo, ele volta a determinar as suas coordenadas utilizando o método de correlação extrema ou a imagem óptica do terreno. Recentemente, têm sido usados ativamente sistemas eletrônicos de orientação, quando as imagens do alvo, previamente inseridas na missão de voo, são comparadas com a imagem real armazenada na memória do míssil. Neste caso, o desvio no ataque é mínimo.

A Rússia está criando ativamente uma base de dados eletrônica de imagens de possíveis alvos. Essa abordagem acelera visivelmente a introdução das missões de voo contra alvos em qualquer parte do mundo.

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