Trump concede perdão a militares condenados por crimes de guerra no Afeganistão

© AP Photo / Marco Di LauroHelicóptero militar dos EUA AH1-Huey no aeroporto de Kandahar, Afeganistão (foto de arquivo)
Helicóptero militar dos EUA AH1-Huey no aeroporto de Kandahar, Afeganistão (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu perdão nesta sexta-feira (15) a dois oficiais do Exército americano condenados por assassinato quando serviam no Afeganistão.

O chefe de Estado também restaurou um membro da Marinha da unidade SEAL, acusado de crimes no Iraque, ao seu posto de comando. Segundo críticos, a iniciativa de Trump enfraquece a Justiça militar e passa uma mensagem de que atrocidades serão toleradas nos campos de batalha. 

Por meio de um comunicado, a Casa Branca disse que o presidente deu pleno perdão ao primeiro-tenente Clint Lorance e ao major Mathew Golsteyn. O comandante da Marinha foi identificado como Edward Gallagher. 

"Por mais de 200 anos, presidentes usaram sua autoridade para oferecer uma segunda chance para indivíduos merecedores, incluindo aqueles que vestem fardas e que serviram nosso país. Essas ações estão em linha com nossa longa história", disse a Casa Branca, segundo citado pela agência AP. 

Lorance ordenou que soldados atirassem em afegãos desarmados

Lorance foi condenado por assassinato por ter ordenado que soldados atirassem em três afegãos desarmados em uma motocicleta, dos quais dois morreram. O fato aconteceu em 2012. O tenente já tinha cumprido seis anos de uma pena de 19 anos. Os EUA invadiram o Afeganistão após os ataques terroristas de 11 de setembro. 

"Muitos americanos pediram clemência executiva para Lorance, incluindo 124.000 pessoas que assinaram uma petição para a Casa Branca, além de vários membros do Congresso", disse o comunicado. 

O major Golsteyn, por sua vez, era um membro das Forças Especiais do Exército dos Estados Unidos, conhecidos como Boinas Verdes, condenado por ter premeditado a morte de um suposto fabricante de bombas do Talibã em 2010.

Gallagher, que servia há 15 anos na unidade SEAL da Marinha, foi acusado de esfaquear até a morte um prisioneiro adolescente do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e vários outros países) no Iraque, além de ter participado do assassinato de civis. 

Ele tinha sido inocentado dos crimes mais graves, mas fora condenado por posar para uma foto com o corpo de um prisioneiro morto. 

Uso 'vergonhoso dos poderes presidenciais'

Hina Shamsi, diretora do Projeto de Segurança Nacional da União Americana das Liberdades Civis, disse que as ações representam um uso "vergonhoso dos poderes presidenciais". 

"Trump enviou uma mensagem clara de desrespeito pelas leis, moralidade, sistema de Justiça militar e aqueles que cumprem as leis da guerra'', afirmou em um comunicado.

 

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