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OTAN poderia sofrer consequências por considerar China inimiga, segundo analista

© AP Photo / Vadim GhirdaSoldado romeno com bandeira da OTAN
Soldado romeno com bandeira da OTAN - Sputnik Brasil
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O presidente dos EUA, Donald Trump, irá se encontrar em breve com o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, para falar sobre a "ameaça chinesa".

Algumas pessoas nos EUA estão considerando que a OTAN encontrou um novo inimigo, que seria a China, segundo Ai Jun, do Global Times.

"Os aliados da OTAN devem considerar cuidadosamente os riscos a longo termo das escolhas que eles fazem em relação às redes 5G [...] Estou satisfeito por a OTAN estar avaliando detalhadamente os desafios a longo prazo que o crescimento chinês apresenta à aliança", afirmou o secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper.

Os EUA já sugeriram que a OTAN se focasse em Pequim em outras ocasiões.

"Talvez o maior desafio da OTAN nas próximas décadas seja enfrentar a ascensão da China", ressaltou o vice-presidente dos EUA, Mike Pence.

Por sua vez, a OTAN também demonstrou essa preocupação, com Stoltenberg afirmando que a organização precisa entender as implicações da ascensão chinesa e o que poderia representar ameaça para os países membros.

© AP Photo / Virginia MayoPorta-voz da OTAN e ex-primeiro ministro da Noruega, Jens Stoltenberg
OTAN poderia sofrer consequências por considerar China inimiga, segundo analista - Sputnik Brasil
Porta-voz da OTAN e ex-primeiro ministro da Noruega, Jens Stoltenberg

A OTAN, como qualquer organização militar, precisa de um inimigo comum. Uma nova Guerra Fria parece estar se aproximando da região Ásia-Pacífico. Em 26 de setembro ocorreu o primeiro diálogo quadrilateral de segurança, conhecido como Quad, entre EUA, Japão, Índia e Austrália. O Quad tem como foco a China, com o intuito de criar uma "OTAN asiática".

Para piorar a situação, algumas pessoas e forças da região estão seguindo os passos norte-americanos, exagerando na chamada "ameaça chinesa".

Washington teria rotulado a China como uma "potência rival" para criar um confronto abrangente contra Pequim. Entretanto, caso outros países sigam os passos norte-americanos, provavelmente pagarão um preço maior.

Nas últimas décadas, a China desenvolveu sua economia em ritmo acelerado, procurando elevar a cooperação econômica com outros países. Além disso, está desenvolvendo seu poder militar e, apesar de o país ter uma filosofia militar "defensiva", isso não o impedirá de enfrentar ameaças ou provocações.

É por isso que, quando Stoltenberg fez declarações direcionadas à China, ele e os líderes dos países da OTAN deveriam ter em mente que a hostilidade militar pode ser sentida facilmente.

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