Consultor de negócios: se o século XX foi dos EUA, o XXI 'será chinês'

© AFP 2022 / TED ALJIBE Dragão Vermelho, o símbolo da China
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Políticos norte-americanos são "pessoas muito ignorantes" que estão "afundando" o país, e que "não têm nem ideia do que são criptomoedas nem com que nos depararemos no futuro", opina Gerald Celente, do portal Trends Research.

Se o século XX foi dos EUA, o XXI "será chinês", opinou o consultor de negócios Gerald Celente, do Trends Research, durante entrevista concedida ao programa Keiser Report do canal RT.

O analista e editor do portal, que no passado previu com exatidão vários eventos geopolíticos e econômicos, explicou que, enquanto "o principal comércio da China são os negócios, o principal comércio dos EUA é a guerra; e com guerra não se lucra, com exceção dos mais privilegiados".

Como exemplo, o especialista citou a iniciativa da Rota da Seda que, somando aos seus 1,4 bilhão de habitantes, dará a possibilidade para que a China "controle grande parte das finanças globais, algo que já faz, mas incrementará", presume.

'O mundo está cansado do domínio da moeda norte-americana'

Enquanto isso, Washington "segue ancorado no século XX", destaca Celente, que qualifica os políticos norte-americanos como "pessoas muito ignorantes" que estão "afundando" os EUA, e que "não têm nem ideia do que são criptomoedas nem com que nos depararemos no futuro", opina Gerald Celente, do portal Trends Research.

No entanto, a China já anunciou que considera utilizar mais o euro, empregando-o como divisa de reserva no lugar do dólar, "o que demonstra que todo o mundo está farto de que a moeda norte-americana seja a dominante a nível internacional", enfatiza o especialista, que apoia a ideia de que guerras comerciais conduzem a guerras de divisas que, por sua vez, poderiam desencadear um conflito armado.
© REUTERS / Jason LeeYuan e dólar (imagem referecial)
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Yuan e dólar (imagem referecial)

Ao recordar o exemplo da libra esterlina, que era a divisa dominante no início do século XX, mas que "começou a cair pouco a pouco e que, quando queríamos nos dar conta, já havia despencado", o consultor adverte que "o mesmo poderia ocorrer com dólar", ainda mais se a dívida seguir aumentando, "se continuarem emitindo moeda e diminuindo os interesses para desvalorizar a divisa norte-americana".

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