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BRICS deve fazer frente ao unilateralismo e uso de sanções, diz diplomata russo

© Foto / Rogério Melo/PRBandeiras dos países-membros do BRICS
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Líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul estão reunidos em Brasília na 11ª Cúpula de Chefes de Estado do BRICS, em meio à guerra comercial EUA–China e ao uso desmedido de sanções econômicas como meio de pressão política.

Os líderes do BRICS devem discutir medidas para conter o efeito de sanções unilaterais nos fluxos de comércio, disse à Sputnik Internacional o vice-encarregado de negócios da Embaixada da Rússia em Nova Déli, Roman Babushkin.

Sem fazer referência direta aos EUA, como manda o discurso diplomático, Babushkin disse que o grupo dará "novo ímpeto aos esforços para superar as incertezas e turbulências em um mundo com potencial de conflitos em crescimento, na medida em que alguns países se retiram de acordos fundamentais que se destinam à manutenção da estabilidade estratégica".

"A arquitetura de segurança [global] e a estabilidade estratégica estão sendo prejudicadas, enquanto alguns países se retiram de acordos fundamentais. Nós também enfrentamos sanções econômicas e financeiras injustificadas e unilaterais, guerras comerciais", contextualizou o diplomata.

Babushkin disse que o BRICS deve finalizar o projeto de criação de uma cesta de moedas locais, que seriam utilizadas nas transações comerciais entre os países do bloco. A cesta de moedas aumentaria a estabilidade dos fluxos de comércio e poderia evitar sanções unilaterais.

Três dos cinco países do BRICS – Rússia, Índia e China – enfrentam sanções econômicas norte-americanas em algum setor de sua economia. No passado, o Brasil também já foi alvo: no início da década de noventa, os EUA impuseram sanções contra o desenvolvimento do programa de mísseis brasileiro.

© Sputnik / Alelsandr Demyanchuk / Abrir o banco de imagensRublo russo e yuan chinês
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Rublo russo e yuan chinês

Apesar do foco da 11ª Cúpula em assuntos econômicos, os líderes devem também discutir temas da área de segurança, como o combate ao terrorismo, e as diversas crises internacionais, como a questão da Bolívia, a Venezuela, os protestos em Hong Kong e a questão de Caxemira.

A 11ª Cúpula de Chefes de Estado do BRICS será celebrada entre os dias 13 e 14 de novembro, em Brasília. Além do anfitrião Jair Bolsonaro, comparecem o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o presidente da China, Xi Jinping, e os primeiros-ministros da Índia e África do Sul, Narendra Modi e Cyril Ramaphosa, respectivamente.

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