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Forças Armadas são enviadas às ruas na Bolívia para conter protestos

© REUTERS / David MercadoManifestante segura uma bomba de gás lacrimogênio nas mãos, em meio à conflitos entre manifestantes na Bolívia, no dia 5 de novembro
Manifestante segura uma bomba de gás lacrimogênio nas mãos, em meio à conflitos entre manifestantes na Bolívia, no dia 5 de novembro - Sputnik Brasil
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O Comandante das Forças Armadas da Bolívia, Williams Kaliman, anunciou nesta segunda-feira (11) que vai enviar soldados às ruas do país para tentar conter os protestos.

"Vamos empregar a força de forma proporcional contra grupos de vândalos que causam terror à população", anunciou Kalisman em um pronunciamento.

De acordo com o comandante da polícia, Yuri Calderón, a missão conjunta com as Forças Armadas começará já nesta segunda-feira e só vai terminar "quando se restabelecer a paz em todo território boliviano".

Após Evo Morales anunciar que renunciaria ao cargo na noite deste domingo (10), militantes favoráveis ao ex-presidente foram ao centro de La Paz onde fizeram barricadas, incendiaram ônibus e entraram em confronto com as forças de segurança.

O governo do México anunciou nesta segunda-feira que concedeu asilo político a Evo Morales. O país solicitou ao Ministério de Relações Exteriores da Bolívia que permitisse a vinda segura de Evo Morales ao México.

A Bolívia enfrenta uma crise política desde o dia 20 de outubro, quando Evo Morales havia sido eleito em primeiro turno em eleições gerais, mas protestos violentos e denúncias de fraude na votação fizeram com que os militares pedissem a renúncia de Evo.

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