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Lula, Maduro, e Fernández denunciam 'golpe de Estado' na Bolívia; México oferece asilo

© REUTERS / Carlos Garcia RawlinsManifestação contra Evo Morales na Bolívia em 9 de novembro de 2019.
Manifestação contra Evo Morales na Bolívia em 9 de novembro de 2019. - Sputnik Brasil
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Líderes alinhados à esquerda da América Latina reagiram neste domingo (10) à renúncia do presidente da Bolívia, Evo Morales, que deixou o cargo após pressão das Forças Armadas e de protestos populares.

Lula classificou o incidente como um "golpe de Estado" e disse no Twitter: "É lamentável que a América Latina tenha uma elite econômica que não saiba conviver com a democracia e com a inclusão social dos mais pobres".

​Já o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse em seu Twitter que "condena categoricamente o golpe de Estado" na Bolívia. "Os movimentos sociais e políticos do mundo se declaram em mobilização para exigir a preservação da vida dos povos originários bolivianos vítimas do racismo", afirmou Maduro.  

​"Na Bolívia, um golpe de estado foi consumado como resultado das ações conjuntas de civis violentos, motim policial e passividade do exército. É um golpe perpetrado contra o Presidente Evo Morales, que pedia um novo processo eleitoral. Nós, defensores das instituições democráticas, repudiamos a violência desencadeada que impediu Evo Morales de concluir seu mandato presidencial e alterou o curso do processo eleitoral", disse o presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, no Twitter.

​Fernández assume o cargo em 10 de dezembro. A possibilidade de Morales ir para a Argentina após renunciar chegou a circular nas redes sociais, mas o agora ex-presidente esclareceu que deve permanecer na Bolívia.

México oferece asilo

O ministro das relações exteriores do México, Marcelo Ebrard, também se pronunciou no Twitter sobre os incidentes na Bolívia e disse que "há uma operação militar em curso" e "golpe não". O chanceler mexicano também ofereceu asilo a Morales. 

"O México, de acordo com sua tradição de asilo e não intervenção, recebeu 20 personalidades do executivo e legislativo boliviano na residência oficial em La Paz, por isso decidimos também oferecer asilo a Evo Morales", escreveu Ebrard.
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