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PF abre inquérito para apurar se porteiro cometeu crime ao mencionar Bolsonaro

© AP Photo / Eraldo PeresO então ministro da Justiça, Sergio Moro, e o presidente Jair Bolsonaro durante evento em Brasília em 9 de agosto de 2019, quando ainda tinham bom relacionamento e forte aliança
O então ministro da Justiça, Sergio Moro, e o presidente Jair Bolsonaro durante evento em Brasília em 9 de agosto de 2019, quando ainda tinham bom relacionamento e forte aliança - Sputnik Brasil
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A Polícia Federal (PF), a pedido do Ministério Público Federal (MPF), abriu inquérito nesta quarta-feira (6) para investigar se o porteiro do condomínio de Jair Bolsonaro cometeu crime ao mencionar o presidente em depoimento. 

O funcionário citou o nome do político em dois depoimentos sobre o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco. O porteiro pode ser acusado de obstrução à Justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa, segundo G1.

Além disso, há um pedido para que seja investigado se ele teria infringido o artigo 26 da Lei de Segurança Nacional. A legislação prevê de 1 a 4 anos de prisão para quem calunia ou difama autoridades, como o presidente, imputando a elas fatos criminosos ou ofensivos à reputação.

O porteiro do condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, disse em depoimento para a Polícia Civil que Elcio Queiroz, um dos acusados da morte de Marielle e seu motorista, entrou no local e afirmou que iria para a casa 58, de Bolsonaro, que segundo o funcionário autorizou a entrada no espaço do ex-policial militar. 

No entanto, ele se encaminhou para a residência de outro suspeito do assassinato da vereadora, o sargento reformado da PM Ronnie Lessa. Neste dia, o então deputado Bolsonaro se encontrava em Brasília, conforme registro da Câmara. 

Moro assinou ofício pedindo abertura de inquérito

Segundo o MPF, perícia nos áudios da portaria mostram que quem autorizou o acesso de Elcio ao condomínio foi Lessa, portanto o porteiro estaria mentindo. Mas muitos especialistas criticaram a velocidade e a maneira como o exame do material foi feito.

O presidente chegou a afirmar que pegou os áudios da portaria para evitar adulteração. A oposição o acusou de obstrução da Justiça.  

No último dia 30, o procurador-geral da República, Augusto Aras, encaminhou ao MPF ofício assinado pelo ministro Sergio Moro, que pedia a abertura de um inquérito para apurar se houve "tentativa de envolvimento indevido" do nome do presidente na investigação do caso Marielle.

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