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Assessor do presidente angolano esclarece relações com Brasil que 'ultrapassam governos'

© Sputnik / Grigory SysoevPresidente angolano, João Lourenço
Presidente angolano, João Lourenço - Sputnik Brasil
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Delegação angolana esteve em Sochi para se aproximar ainda mais economicamente da Rússia. Durante fórum econômico, o assessor de imprensa do presidente angolano esclareceu em que estágio se encontra a relação de Angola com Brasil.

O secretário para os Assuntos de Comunicação Institucional e Imprensa do presidente de Angola, Luís Fernando, falou com a Sputnik Brasil no decorrer do Fórum Econômico Rússia-África sobre as relações de Angola com o Brasil que "ultrapassam governos".

Brasil e Angola: parceiros com laços 'afetivos'

De acordo com o assessor de imprensa do presidente angolano, o reconhecimento primordial brasileiro da soberania angolana nunca será esquecido pelos angolanos.

"Nunca nos esquecemos que o Brasil foi o primeiro país a reconhecer a independência de Angola, algumas horas depois de Portugal ter terminado sua administração em Angola. E o Brasil nos reconheceu como Estado soberano, é uma razão de caráter afetivo e emocional, que nos liga ao Brasil desde então."

Partindo para os negócios, Luís Fernando acentuou que "há uma relação sobretudo comercial com o Brasil, muito intensa. O Brasil vende muitos produtos a Angola, e vice-versa".

​Quanto a uma possível visita oficial de João Lourenço ao Brasil, o assessor de imprensa do presidente angolano respondeu que "por enquanto não há planos, o presidente [angolano] tem desenvolvido uma agenda muito carregada, mas acredito que em algum momento [uma visita ao Brasil] há de suceder com naturalidade".

Angola com o governo Bolsonaro

De acordo com o assessor de imprensa do presidente angolano, as relações com o Brasil não mudaram nem um pouco com a entrada de Bolsonaro no poder, pois as relações, quando têm um caráter histórico de irmandade, são independentes de quem está temporariamente no poder.

"São relações entre povos, no caso do Brasil e Angola. Os angolanos continuarão a ir muito ao Brasil, a olhar para o Brasil da mesma forma. Trata-se de relações que ultrapassam governos, pois governos são estruturas temporárias, e que são baseadas na correlação dos povos [angolano e brasileiro]."

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