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Verba liberada não é suficiente para garantir funcionamento das universidades, diz sindicalista

© Folhapress / Aloisio Mauricio /FotoarenaO ministro da Educação, Abraham Weintraub, participa do 21º Fórum Nacional Ensino Superior, na zona sul de São Paulo (foto de arquivo)
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, participa do 21º Fórum Nacional Ensino Superior, na zona sul de São Paulo (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Entidades de professores, funcionários da educação e estudantes convocaram uma greve de 48 horas a partir desta quarta-feira (2) contra o que chamam de cortes na área feito pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

Entre as bandeiras estão a reversão do corte de 11.800 bolsas de pesquisa da CAPES e do CNPQ e do contingenciamento de cerca de R$ 5,8 bi no orçamento das instituições federais de ensino (IFEs).

Em entrevista à Sputnik Brasil, Antonio Gonçalves, presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES), disse que o objetivo da mobilização é pressionar o governo para reverter esses cortes.

"A greve de dois dias é para a gente chamar atenção para o tema, pressionar o governo para reversão desses cortes e acumular forças para derrotar todas essas políticas que retiram direitos", disse Gonçalves.

Nesta segunda-feira (30) o ministro da Educação, Abraham Weintraub, informou que, do total bloqueado, aproximadamente R$ 2 bilhões devem ser liberados.

Antonio Gonçalves acredita que o valor ainda não é suficiente para manter as universidades federais funcionando até o final do ano.

"O que ele anunciou que foi um descontingenciamento e uma reversão de R$ 1,9 bilhão ainda é muito aquém diante da escala do corte que foi feito na educação", afirmou.

Além da paralisação, a União Nacional dos Estudantes (UNE) divulgou uma lista de manifestações que serão realizadas nesta quinta-feira (3) em pelo menos 20 estados e no Distrito Federal.

Os manifestantes também são contrários ao Projeto Future-se, que prevê a atuação de Organizações Sociais (OSs) na administração e no financiamento das universidades públicas. Até o momento, das 63 instituições federais de ensino no Brasil, pelo menos 23 declararam publicamente a rejeição ao projeto.

"O seu projeto político é entregar as universidades para as organizações sociais administrarem, a partir de um comitê gestor que vai ser composto politicamente para intervir nas universidades", disse Gonçalves.

Weintraub disse que a medida de criar o projeto Future-se ajudará no equilíbrio fiscal das contas do governo.

"Todo o esforço que a gente fez com a Reforma da Previdência vai para o ralo. Se vocês não se mobilizarem para que o estado tenha equilíbrio fiscal, o crescimento que está acontecendo não se materializará. E não haverá recurso para o financiamento do setor privado, do pobre que entra na universidade privada e não tem como pagar, ou para melhorar o ensino básico para que não chegue tanto analfabeto para vocês", afirmou, citado pelo jornal O Globo.

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