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Lula diz que não aceita regime semiaberto: 'Não troco minha dignidade pela minha liberdade'

© Foto / Marlene Bergamo / FolhapressO ex-presidente Lula (PT) durante entrevista exclusiva à Folha e ao jornal El País, em Curitiba, em 26 de abril de 2019
O ex-presidente Lula (PT) durante entrevista exclusiva à Folha e ao jornal El País, em Curitiba, em 26 de abril de 2019 - Sputnik Brasil
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O ex-presidente Lula anunciou nesta segunda-feira (30) que não pretende cumprir pena no regime semiaberto, conforme procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato haviam indicado.

"Diante das arbitrariedades cometidas pelos procuradores e por Sergio Moro, cabe agora à Suprema Corte corrigir o que está errado, para que haja justiça independente e imparcial", escreveu o ex-presidente em carta.

Na sexta-feira (27), os procuradores da Lava Jato, incluindo Deltan Dallagnol, pediram à Justiça que Lula, por ter bom comportamento, receba progressão de pena, o que lhe daria direito a cumprir prisão domiciliar.

O advogado Cristiano Zanin, que defende Lula, afirmou em entrevista ao G1 que não considera a decisão um descumprimento de ordem judicial porque Lula não reconhece a legitimidade da decisão que o condenou.

"O ex-presidente Lula não reconhece a legitimidade do processo e da condenação que foi imposta a ele pelo ex-juiz Sergio Moro e que depois foi analisada em parte pelas instâncias superiores, a partir de elementos coletados a partir da condução do ex-juiz Sergio Moro", disse Zanin, de acordo com o G1.

Lula está preso desde o dia 7 de abril de 2018 na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Ele foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo sobre o caso do triplex do Guarujá.

Confira a íntegra da carta de Lula:

"Ao povo brasileiro,

Não troco minha dignidade pela minha liberdade.

Tudo o que os procuradores da Lava Jato realmente deveriam fazer é pedir desculpas ao povo brasileiro, aos milhões de desempregados e à minha família, pelo mal que fizeram à Democracia, a Justiça e ao País.

Quero que saibam que não aceito barganhar meus direitos e minha liberdade. Já demonstrei que são falsas as acusações que me fizeram. São eles e não eu que estão presos às mentiras que contaram ao Brasil e ao mundo.

Diante das arbitrariedades cometidas pelos procuradores e por Sérgio Moro, cabe agora a Suprema Corte corrigir o que está errado, para que haja Justiça independente e imparcial. Como é devido a todo cidadão.

Tenho plena consciência das decisões que tomei nesse processo e não descansarei enquanto a verdade e a Justiça não voltarem a prevalecer.

Curitiba, 30/09/2019.

Lula."

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