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Analista: compra da Latam pela Delta não deve reduzir valor das passagens aéreas

© AP Photo / Mark LennihanAviões da Delta Air Lines no Aeroporto Internacional do John F. Kennedy
Aviões da Delta Air Lines no Aeroporto Internacional do John F. Kennedy - Sputnik Brasil
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Para especialista, a chegada da Delta ao Brasil é um bom sinal para a economia, mas o governo precisa fazer mais para impulsionar o setor.

A companhia aérea Delta Airlines anunciou um acordo nesta quinta-feira (26) para comprar 20% da companhia Latam por US$ 1,9 bilhão (cerca de R$ 7,9 bilhões). Juntas, as duas empresas operarão vôos para 435 destinos no mundo todo.

O que isso representa para a aviação comercial no país? Sputnik Brasil conversou sobre o tema com Ricardo Balistiero, economista, especialista em aviação comercial e coordenador do Curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia. Para ele, a transação comprova o potencial do mercado brasileiro.

"Quando uma empresa norte-americana, do porte da Delta, decide capitalizar e fazer parte do negócio de uma empresa da América Latina, no caso a Latam, isso mostra o interesse e o potencial que o mercado brasileiro representa nesse setor".

O interlocutor da Sputnik Brasil explicou que o país tem todas as condições de receber operações de outras empresas, inclusive estrangeiras.

"Mercados muito menores funcionam com número muito maior de empresas", acrescentou ele.

"A expectativa é de queda de preços. Mas isso vai demandar um pouco mais de agilidade do setor público para poder viabilizar investimentos em infraestrutura, principalmente em aeroportos", afirmou o especialista, alertando para a falta de novos aeroportos.

"Não adianta aumentar o tráfego aéreo e não ter aeroportos", completou.

Em função disso, Ricardo Balisteiro acredita que não há sinais para uma queda imediata nos preços das passagens aéreas.

"Enquanto chegam empresas de baixo custo [...] a gente aumenta a competição. Mercados competitivos são muito ágeis para o preço ser um diferencial [...] no caso da Latam, no curto prazo, não muda nada", concluiu.

Para o economista, os preços só vão começar a baixar com a chegada de mais empresas no mercado brasileiro.

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