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Academia Brasileira de Letras condena 'censura' de livros no Rio de Janeiro

© Foto / José Lucena/Futura Press/FolhapressO prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella
O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella - Sputnik Brasil
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Academia Brasileira elogiou postura do Supremo Tribunal Federal (STF) e condenou recolhimento de obra que mostrava dois jovens se beijando.

A Academia Brasileira de Letras (ABL), entidade que reúne intelectuais de diversas áreas, condenou nesta segunda-feira (10) o que chamou de "censura" por parte do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, que determinou a apreensão de exemplares do quadrinho "Vingadores, a cruzada das crianças" (Salvat), que tem o desenho de um beijo entre dois garotos.

O prefeito disse que o beijo entre os personagens seria "conteúdo sexual para menores".

"Pessoal, precisamos proteger as nossas crianças. Por isso, determinamos que os organizadores da Bienal recolhessem os livros com conteúdos impróprios para menores", disse Crivella.

Depois de pedidos, recursos e decisões na Justiça do Rio, o presidente do STF, Dias Toffoli suspendeu, na manhã de domingo (8), a decisão judicial que permitia apreensão de livros na Bienal.

A Academia Brasileira de Letras elogiou a decisão de Dias Toffoli.

"Em boa hora, o Supremo Tribunal Federal cassou a permissão para que livros e revistas fossem recolhidos nos estandes da feira literária", escreveu a entidade.

A história, de Allan Heinberg e Jim Cheng, aborda a equipe dos Jovens Vingadores. Dela, fazem parte os personagens Wiccano e Hulkling - na trama, eles são namorados.

Leia a nota da Academia Brasileira de Letras na íntegra:

"A Academia Brasileira de Letras condena de modo frontal a censura de obras literárias. A situação agravou-se com a presença de fiscais na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, à caça de obras consideradas “inadequadas” por autoridade constituída.

Em boa hora, o Supremo Tribunal Federal cassou a permissão para que livros e revistas fossem recolhidos nos estandes da feira literária.

A Academia Brasileira de Letras reafirma sua defesa da liberdade de expressão e da livre circulação de ideias, que constituem valores fundamentais de uma República democrática".

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