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Bolsonaro defende soberania e critica Macron em reunião com presidentes de países amazônicos

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O presidente Jair Bolsonaro participou nesta sexta-feira, por videoconferência, da reunião entre os presidentes do Equador, Peru, Colômbia, Bolívia, assim como o chanceler do Brasil e o vice-presidente do Suriname.

O encontro foi realizado na Colômbia, no município de Leticia. Bolsonaro participou por meio de uma videoconferência, a partir do Palácio do Planalto, por razões de saúde.

A Venezuela não participou, provocando críticas do presidente da Bolívia, Evo Morales.

O governo colombiano defendeu a celebração do "Pacto de Leticia pela Amazônia", com medidas a serem adotadas na região amazônica.

Os presidentes reforçaram a necessidade de trabalhar em conjunto para preservar a floresta.

Bolsonaro realizou um discurso e alertou para o risco à soberania, ao qual, segundo ele, os países da região amazônica estão expostos.

"A Amazônia é nossa! É do Brasil, da Bolívia, da Colômbia, da Venezuela, das Guianas, de todos nós. Só dessa forma, com a nossa união, sem nenhum momento ceder a qualquer tentação externa de deixar sob administração de terceiro a nossa área, é que nós podemos fazer com que essas riquezas revertam em forma de benefícios, em forma de bem-estar para os nossos povos", declarou Bolsonaro.

Bolsonaro voltou a criticar o presidente da França, Emmanuel Macron, e advertiu que existe um plano para internacionalizar a Amazônia.

"O presidente da França se precipitou, mas um plano para tornar esta grande área um patrimônio mundial ainda continua no tabuleiro do jogo. No Brasil, começou há uns 30 ou 35 anos. Nós chamamos de 'indústria de demarcação de terras indígenas'. Governos de esquerda no Brasil, socialistas que não acreditavam no capitalismo, detestavam a propriedade privada e ignoravam a segurança jurídica. Fruto destes presidentes que tivemos no Brasil, hoje temos, sim, a nossa região amazônica ameaçada", concluiu o presidente.

O "Pacto de Leticia" deve ser assinado ainda nesta sexta-feira com objetivo de estabelecer um plano conjunto de proteção da flortesta amazônica.

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