Não faz sentido ter petróleo se as multinacionais o levam embora, diz líder da oposição argentina

© REUTERS / Agustin MarcarianAlberto Fernández, candidato à Presidência da Argentina
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O candidato peronista à Presidência da Argentina, Alberto Fernández, disse nesta quinta-feira (5) que não faz sentido ter petróleo se as empresas internacionais o levarem embora.

"Não faz sentido ter petróleo se para extraí-lo você precisa deixar as multinacionais o levarem embora", disse Fernández após discursar no Parlamento espanhol em Madri.

"Eu não tenho problema com as multinacionais, mas minha principal preocupação é gerar riquezas para a Argentina e para os argentinos", disse o peronista, principal desafiante ao atual presidente argentino, Mauricio Macri, nas eleições em outubro.

Sete anos atrás, a ex-presidente Cristina Kirchner — que é a candidata a vice-presidente de Fernández nas eleições deste ano — expropriou a participação da Repsol na estatal argentina de petróleo YPF, em uma ação que afetou o apetite dos investidores estrangeiros.

Macri tentou cultivar uma atmosfera favorável às empresas para trazer de volta os investidores ao país e desenvolver ativos de energia, entre eles a reserva de Vaca Muerta, que tem o tamanho da Bélgica e pode abrigar um dos maiores de depósitos de petróleo e gás no planeta.

O país deve registrar um superávit no comércio de energia no próximo ano pela primeira vez em uma década, disse o secretário de Energia Gustavo Lopetegui.

Cristina Kirchner, durante seu mandato, tentou utilizar a reserva de Vaca Muerta para reverter o déficit energético da Argentina, mas os planos foram prejudicados pela falta de infraestrutura e falta de investimento.

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