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Caracas responsabiliza governo colombiano por rearmamento de ex-membros das FARC

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O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, acusou hoje o presidente colombiano, Iván Duque, de atuar contra os acordos de paz firmados há três anos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

O parecer venezuelano se dá após o anúncio da retomada da luta armada por parte de ex-membros do alto escalão da guerrilha, que travou uma sangrenta luta com as forças do governo colombiano por mais de cinco décadas, desde sua fundação, em 1964, até 2017. 

​A Venezuela rejeita a desfaçatez de Iván Duque, ao transferir para países terceiros e pessoas terceiras sua responsabilidade exclusiva no desmantelamento planejado dos processos de paz e no descumprimento dos compromissos assumidos.

Na última quinta-feira, o ex-número dois das FARC, Iván Márquez, anunciou através de um vídeo a decisão de abandonar o histórico acordo de paz com o governo colombiano e retornar à luta armada. Na gravação, o principal negociador do grupo nos diálogos com as autoridades nos últimos anos sugere que ele e os demais ex-comandantes do movimento teriam sido forçados a escolher esse caminho. 

De acordo com a chancelaria venezuelana, o culpado por essa situação seria o atual chefe de Estado colombiano. Ainda assim, Caracas afirma que está mantendo contatos com outros países envolvidos para levar as partes em conflito de volta à mesa de negociações.

"A Venezuela segue com preocupação a reativação iminente do conflito armado entre o governo colombiano e um grupo das FARC, e informa que está em consulta com o restante dos países acompanhantes e garantidores para que as partes voltem aos contatos", disse Jorge Arreaza nesta sexta-feira.

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