Naufrágio de navio britânico 'congelado no tempo' reacende mistério de 170 anos (FOTOS, VÍDEO)

© AFP 2022 / Ryan Harris/Parks Canada AgencyFoto interna do navio britânico HMS Terror
Foto interna do navio britânico HMS Terror - Sputnik Brasil
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O navio britânico HMS Terror desapareceu de maneira misteriosa há 170 anos no Ártico canadense.

O mistério envolvendo o navio pode finalmente ser desvendado com a ajuda das imagens de destroços bem conservados encontrados em 2016 por uma equipe arqueológica e divulgadas na quarta-feira (28).

O HMS Terror e Erebus faziam parte da expedição do explorador inglês John Franklin, que partiu da Grã-Bretanha em 1845 com a missão de encontrar a passagem do noroeste, que liga os oceanos Atlântico e Pacífico pelo Ártico, entretanto, a missão estava condenada.

Isso porque ambos os navios, incluindo o capitão e uma tripulação de aproximadamente 130 pessoas, desapareceram após serem surpreendidos por temperaturas extremas.

Quase dois séculos depois de descer ao seu túmulo marinho, o HMS Terror poderia oferecer novas pistas sobre seu desaparecimento e desvendar um longo mistério na história do descobrimento do Ártico.

Apesar dos inúmeros esforços das equipes de busca, o local dos destroços foi descoberto apenas no início dos anos 2000, conforme cita o tabloide Daily Mail.

Os motivos da maior tragédia da exploração do Ártico permanecem sendo um grande mistério. O HMS Erebus foi encontrado em 2014 na mesma região.

As imagens dos destroços foram gravadas por mergulhadores e um robô submergível, revelando artefatos intactos da vida no navio, a 24 metros de profundidade, ao largo da ilha do Rei Guilherme, na passagem do noroeste, a leste de Cambridge Bay, Canadá. 

© AFP 2022 / Ryan Harris/Parks Canada AgencyFoto interna do navio britânico HMS Terror.
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O recente esforço para explorar os destroços do HMS Terror poderia ajudar os pesquisadores a reunir as peças que faltam para completar o quebra-cabeça envolvendo o naufrágio.

Segundo os pesquisadores, é impressionante como os objetos foram conservados. As imagens submarinas mostram o HMS Terror exatamente como há 170 anos. A equipe encontrou um timão coberto de algas, um beliche enterrado no limo e pratos e garrafas intactos.

"A condição em que encontramos a cabine do capitão Francis Crozier supera nossas expectativas", afirmou Marc-Andre Bernier, um dos integrantes da equipe arqueológica.

"Ao explorar o HMS Terror, tivemos a impressão de que se tratava de um navio recém-abandonado por sua tripulação. Parecia ter escapado da passagem do tempo", disse Ryan Harris, diretor do projeto arqueológico e piloto do robô utilizado nas buscas.

Além dos objetos encontrados, os pesquisadores também se depararam com documentos, instrumentos e mapas científicos intactos, que poderão fornecer informações preciosas sobre a Expedição Franklin.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Canadá, Catherine McKenna, a descoberta "é um diferencial para entender o destino da expedição Franklin".

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