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Caça Gripen: ex-piloto destaca vantagem da nova aeronave da FAB para operar nas dimensões do Brasil

© Sputnik / Serguei MoninEmpressa Saab exibe réplica em tamanho real do caça sueco Gripen NG
Empressa Saab exibe réplica em tamanho real do caça sueco Gripen NG - Sputnik Brasil
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O caça Gripen, do grupo sueco Saab, construído para a Força Aérea Brasileira realizou seu primeiro voo na última segunda-feira (26). A Sputnik Brasil conversou com o ex-piloto de aviões civis e militares, Milian Heymann, sobre as particularidades da aeronave.

O novo caça da Força Aérea Brasileira realizou o seu voo de estreia em Linköping, no sul da Suécia, onde passou por testes de manobrabilidade e qualidade de desempenho aéreo.

Ao comentar as particularidades do caça Gripen em relação à atual frota brasileira, o ex-piloto de aviões civis e militares, Milian Heymann, em entrevista à Sputnik Brasil, fez uma comparação com os carros de Fórmula 1.

"O Gripen é de última geração. É que nem com as equipes de Fórmula 1. As equipes que estão lá em cima, as diferenças são muito sutis entre um carro e outro, entre uma marca e a outra. O que importa muito atualmente é o treinamento que se dá aos operadores, que são os mecânicos e os pilotos, e a logística que é empregada", observou.

De acordo com ele, um fato muito importante nas atuais aeronaves de interceptação e combate é o que é chamado de "aviônica, ou seja, é o equipamento eletrônico que ele possui". "Isso é muito importante. Que tipo de pacote vai ser usado, porque tem também a possibilidade de você usar equipamentos, que se você ficar muito dependente da indústria externa, se houver um bloqueio ou um embargo, você ficar praticamente com as mãos amarradas", afirmou o ex-piloto.

Outro ponto que o especialista destacou é o alcance do Gripen, que chega a até 4 mil quilômetros, devido ao maior tanque de combustível. De acordo com Heymann, estas características do caça são importantes para um país com as dimensões continentais do Brasil.

"O que você tem num país como o Brasil, com suas dimensões continentais, você não consegue botar caças no país inteiro. Então, o que você tem que ter é uma força de interceptação e intervenção que possa se deslocar facilmente para qualquer lugar que seja necessário. Pois seria impossível para um país como o Brasil botar caça num país inteiro", afirmou.

De acordo com ele, é importante ter aeronaves de reabastecimento, "uma maneira para essas aeronaves se deslocarem, por exemplo, para a Amazônia rapidamente e lá tenha uma estrutura para poder operar".

De acordo com o contrato assinado entre as duas partes em 2014, o Brasil receberá 36 caças Gripen, sendo 28 monopostos (Gripen E) e 8 bipostos (Gripen F). O acordo prevê uma ampla transferência de tecnologia, que inclui pacote completo da aeronave, simuladores, sistemas de suporte, sistemas de suporte, peças sobressalentes, cargas externas e treinamento e suporte.

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