'Será engolido pela ira': responsável iraniano adverte Israel de participar em plano dos EUA

© AP Photo / Ariel Schalit Efetivos da Marinha de Israel durante treinamentos, foto de arquivo
Efetivos da Marinha de Israel durante treinamentos, foto de arquivo - Sputnik Brasil
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O presidente do Parlamento iraniano, Hossein Amir Abdollahian, advertiu Israel sobre sua participação de uma coalizão naval que está sendo organizada pelos EUA.

Em seu Twitter, Amir Abdollahian afirmou que os israelenses sofrerão consequências se participarem da missão dos EUA e ainda aconselhou os Estados Unidos e seus aliados a abandonarem a ideia de sua campanha militar no Golfo Pérsico, argumentando que não trará paz e segurança à região, como afirmam.

"Se Israel entrar no estreito de Ormuz , será engolido pela ira da região e sua fumaça se levantará de Tel Aviv", disse ele.

"O Irã tem um papel vital na segurança do estreito de Ormuz. Qualquer coalizão militar liderada pelos EUA no estreito é uma repetição da ocupação do Iraque e do Afeganistão e uma escalada de insegurança na região", adicionou.

'Coalizão militar' no golfo Pérsico

As declarações do presidente do Parlamento vêm na esteira das advertências feitas pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã em 9 de agosto. O porta-voz do ministério declarou nessa ocasião que o país consideraria a presença de qualquer coalizão militar externa no golfo Pérsico como uma "clara ameaça" e agiria em conformidade.

"No âmbito da política de dissuasão e defesa do país, a República Islâmica do Irã se reserva o direito de enfrentar esta ameaça e defender seu território", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Abbas Mousavi.

Os EUA anunciaram planos para organizar uma coalizão militar naval com vista a garantir a segurança da navegação através do estreito de Ormuz, importante via de exportação de petróleo, após os recentes ataques a seis petroleiros no Golfo. Os EUA atribuíram os ataques ao Irã, apesar de Teerã o ter negado.

Washington apelou a vários países para que se juntassem à coalizão, mas poucos concordaram, tendo a Alemanha e o Japão declinado a proposta.

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