Analista explica por que sanções contra Venezuela podem falhar: EUA sempre 'julgam por si mesmos'

© AP Photo / Ariana CubillosApoiadores do presidente Nicolás Maduro em Caracas, na Venezuela
Apoiadores do presidente Nicolás Maduro em Caracas, na Venezuela - Sputnik Brasil
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O presidente dos EUA Donald Trump assinou um decreto para bloquear os ativos da Venezuela. O cientista política Dmitry Zhuravlev revela, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, as possíveis consequências desta decisão norte-americana.

Todas as propriedades do governo da Venezuela nos EUA estão bloqueadas, segundo o documento divulgado nesta terça-feira (6) pela Casa Branca.

"Todas as propriedades e interesses em propriedades do governo da Venezuela que estão nos Estados Unidos [...] estão bloqueados e não podem ser transferidos, pagos, exportados, retirados ou de outra forma negociados", diz a ordem executiva.

O bloqueio dos ativos entrou em vigor no dia 5 de agosto.

O diretor-geral do Instituto de Problemas Regionais e doutor em Ciências Políticas Dmitry Zhuravlev comentou a decisão de Washington em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik.

"Está claro para que isso foi feito: para socavar a estabilidade econômica da Venezuela. O ataque contra o sistema energético e o bloqueio das reservas de ouro não levaram à demissão de Maduro e à colocação de um presidente pró-americano. Agora há mais um ataque. Se não houver dinheiro, talvez neste caso eles cedam – é esta a posição norte-americana", disse Dmitry Zhuravlev.

Segundo a opinião dele, ao escolher medidas de pressão sobre outros países, os EUA sempre "julgam por si mesmos".

"Os norte-americanos trabalham sempre conforme este esquema: qualquer outro país são uns EUA inacabados, por isso é preciso bater em algo que seria mortal para os EUA. Mas para os outros países isso, talvez, não seja mortal. Vamos ver. Com certeza, agora se tornará mais difícil para a Venezuela, mas isso está longe de significar que os norte-americanos vão logo vencer", acha Dmitry Zhuravlev.

© AP Photo / Ariana CubillosApoiadores do presidente Nicolás Maduro em Caracas, na Venezuela (foto de arquivo)
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Apoiadores do presidente Nicolás Maduro em Caracas, na Venezuela (foto de arquivo)

No dia 28 de janeiro, os EUA anunciaram a introdução de sanções contra a empresa petrolífera nacional PDVSA, bloqueando os ativos e os interesses da empresa na sua jurisdição e também proibindo as transações com ela.

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