Irã incentiva China e outros aliados a comprarem mais petróleo em meio a sanções dos EUA

© AP Photo / Vahid SalemiUm operário entra na refinaria de petróleo de Teerã, ao sul da capital.
Um operário entra na refinaria de petróleo de Teerã, ao sul da capital. - Sputnik Brasil
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As importações chinesas de petróleo iraniano caíram em cerca de 60% em junho em comparação com o ano anterior depois de os EUA terem reintroduzido sanções contra a república islâmica em maio.

O vice-presidente iraniano Eshaq Jahangiri apelou à China, o principal parceiro econômico do seu país, e aos outros aliados iranianos para comprarem mais petróleo à república islâmica, informou ontem (29) a SHANA, a agência de notícias do Ministério do Petróleo do país.

"Mesmo sabendo que os nossos parceiros tais como a China estão enfrentando determinadas restrições, nós esperamos que eles sejam mais ativos na compra do petróleo iraniano", disse Jahangiri ao diplomata chinês Song Tao, informa agência de notícias.

O dirigente iraniano fez notar que os EUA têm tentado criar uma impressão de que eles podem acabar totalmente com as vendas do petróleo iraniano, o que levaria ao colapso da economia do país islâmico, mas felizmente, apesar de estar um ano sob o embargo dos EUA, a situação econômica do Irã permanece estável.

Crescente pressão econômica dos EUA

Anteriormente Teerã anunciou que suspenderia parcialmente as suas obrigações do Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA, ou acordo nuclear) e deu aos países europeus signatários – entre os quais a França, o Reino Unido e a Alemanha – um prazo de 60 dias para salvar o acordo.

As tensões entre EUA e Irã têm aumentado bastante desde maio de 2018 quando os estadunidenses abandonaram unilateralmente o acordo nuclear iraniano. Para além disso, os norte-americanos reimpuseram as sanções que haviam sido suspensas anteriormente pelo acordo.

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