China terá exército de 'classe mundial' e responsabilidade com armas nucleares, diz documento

© REUTERS / China DailySoldados do Exército Popular de Libertação da China (PLA) na parada militar comemorativa do 90º aniversário do exército chinês, julho de 2017
Soldados do Exército Popular de Libertação da China (PLA) na parada militar comemorativa do 90º aniversário do exército chinês, julho de 2017 - Sputnik Brasil
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Os Estados Unidos corroem a segurança global e busca "superioridade absoluta", mas Pequim não seguirá a "trilha batida" das grandes potências em busca de hegemonia, concentrando-se em ter um exército de "classe mundial", diz um novo documento militar chinês.

A China acentuou seu tom para os EUA em um documento sobre defesa nacional lançado na quarta-feira. O documento, publicado pelo Ministério da Defesa, culpa Washington por adotar "políticas unilaterais", além de provocar a concorrência entre as principais potências mundiais.

Pequim acredita que os EUA estão atrás de "inovações tecnológicas e institucionais em busca da superioridade militar absoluta", mas também enfraquece a "estabilidade estratégica global", investindo fortemente em ativos de defesa nuclear, espacial, cibernética e antimísseis.

Nas vizinhanças da China, a situação parece ainda mais preocupante, observam os estrategistas locais, ressaltando que Washington continua fortalecendo suas alianças militares na Ásia-Pacífico e reforçando a "mobilização e intervenção militar".

O documento naturalmente menciona Taiwan, onde "forças separatistas" representam "a mais grave ameaça imediata à paz e estabilidade" na área. Pequim "não prometerá renunciar ao uso da força" ao lidar com a ilha e "derrotará resolutamente qualquer um que tente separar Taiwan da China", adverte.

© AFP 2022 / FREDERIC J. BROWN / AFPExército chinês
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Exército chinês

Por mais ameaçadoras que sejam as ambições geopolíticas dos EUA, a China nunca "seguirá o caminho das grandes potências em busca de hegemonia" ou buscará qualquer esfera de influência. Sendo um membro do clube nuclear desde a década de 1960, está comprometido "com uma política nuclear de não usar armas nucleares a qualquer momento e sob quaisquer circunstâncias".

No entanto, o documento pede uma mudança rápida na estratégia militar da própria China. Admite que o Exército de Libertação do Povo "ainda está muito atrás das principais Forças Armadas do mundo" e corre o risco de ser pego de surpresa devido a um "crescente hiato de gerações tecnológicas".

Para lidar com isso, a China deve atualizar suas forças militares até 2035, transformando-as totalmente em "forças de classe mundial em meados do século 21".

A publicação vem de documentos semelhantes dos EUA que mostram a China como o adversário número um. O Pentágono adverte que Pequim - juntamente com a Rússia - está prestes a derrotar os EUA no ciberespaço, defesa aérea e tecnologia militar, habitualmente defendendo a entrada de mais dinheiro nas forças armadas.

Enquanto isso, os EUA possuem o maior e mais poderoso exército do mundo, o que eclipsa o chinês. Estima-se que Washington tenha até 800 bases em mais de 70 países e territórios, comparado a uma instalação logística chinesa no Djibuti.

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