Irã se junta à China e critica EUA e Reino Unido por ingerência em assuntos chineses

© AFP 2022 / StringerPresidentes iraniano e chinês Hassan Rouhani e Xi Jinping fazem uma revisão de tropas durante a cerimônia em Teerã, Irã, janeiro de 2016
Presidentes iraniano e chinês Hassan Rouhani e Xi Jinping fazem uma revisão de tropas durante a cerimônia em Teerã, Irã, janeiro de 2016 - Sputnik Brasil
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O Irã apoia de forma contundente a Política de Uma China e condena a interferência "destrutiva" dos EUA e do Reino Unido na China, além das recentes "ações provocativas" em Taiwan e Hong Kong, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Mousavi.

As declarações de Mousavi se seguem ao alerta do ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, para os EUA "não brincarem com o fogo" em Taiwan, referindo-se aos planos norte-americanos de vender bilhões de dólares em equipamentos militares para a ilha, que a China considera como uma província separatista.

Por sua vez, anteriormente, Pequim prometeu rejeitar a política de "sanções unilaterais" norte-americanas em meio a relatos de que os chineses estariam desafiando as restrições impostas pelos EUA direcionadas à venda de petróleo bruto iraniano no exterior.

Pequim anunciou planos para sancionar as empresas norte-americanas que pretendem vender armas a Taiwan, ressaltando que nenhuma potência estrangeira impedirá a futura reunificação da ilha com o continente.

© AP Photo / Alex BrandonTrump mostra a ordem executiva assinada que aumenta sanções contra o Irã, 24 de junho
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Em meio a protestos em Hong Kong devido à lei de extradição, o embaixador chinês no Reino Unido, Liu Xiaoming, acusou funcionários britânicos de fazerem declarações sobre o território, o que significaria não apenas uma ingerência nos assuntos internos da região administrativa especial como também um incentivo à violência.

Acordo nuclear

Anteriormente, a China acusou os EUA de "bullying unilateral" contra o Irã e culpou Washington pela possível ruptura do acordo nuclear de 2015.

A China, um dos oito membros do Plano de Ação Conjunto Global, um acordo histórico de 2015 sobre o programa nuclear iraniano que promete o alívio de sanções em troca do compromisso de Teerã de não produzir armas nucleares, expressou seu apoio ao Irã em meio ao que descreveu como "bullying" dos EUA.

Recentemente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China sugeriu que a política norte-americana de "pressão máxima" foi "a principal causa da crise nuclear iraniana".

Anteriormente, a mídia norte-americana anunciou que a administração Trump estava "considerando seriamente" emitir à China renúncias sobre a importação de petróleo iraniano apesar da sua política de sanções devido ao suposto descaso da China em relação às sanções, continuando com as importações de petróleo.

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