Arábia Saudita: última palavra sobre plano dos EUA para Oriente Médio precisa ser dos palestinos

© AFP 2022 / FAYEZ NURELDINEO chanceler saudita, Adel al-Jubeir, foi filmado durante a entrevista que concedeu à agÊncia AFP em 16 de fevereiro de 2016
O chanceler saudita, Adel al-Jubeir, foi filmado durante a entrevista que concedeu à agÊncia AFP em 16 de fevereiro de 2016 - Sputnik Brasil
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O acordo dos EUA para por fim ao conflito entre Israel e Palestina ainda não foi divulgado na íntegra, mas os representantes palestinos o rejeitaram com antecedência.

O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel Jubeir, disse em uma entrevista que todas as nações da região devem aceitar aquilo que a palestina decidir sobre o plano de paz de Washington para o Oriente Médio.

"Penso que tudo que melhore a situação do povo palestino deve ser bem-vindo. Tendo dito isso, o processo político é extremamente importante", disse ele em uma entrevista.

"Os palestinos devem ter a decisão final sobre isso, porque é o problema deles e, portanto, o que os palestinos aceitarem, acredito que todos os outros aceitarão".

No início desta semana, Jared Kushner, assessor e genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou a parte econômica do plano de paz norte-americano para a região, envolvendo investimentos de US$ 50 bilhões em territórios palestinos e estados vizinhos. A parte política do plano, no entanto, destinada a pôr fim ao conflito entre Israel e os palestinos, permanece em segredo. A totalidade do plano será divulgada por Kushner na capital do Bahrein, Manama, na próxima semana.

​Representantes da Organização de Libertação da Palestina (OLP) e do movimento Hamas rejeitaram o plano de Kushner antecipadamente, enfatizando que as medidas econômicas não resolveriam o conflito e pediram uma solução política.
O líder palestino, Mahmoud Abbas, também expressou ceticismo quanto ao plano.

Comentando a posição palestina, Kushner criticou os líderes palestinos por atacarem um plano que eles não viram.

"Esta será a oportunidade do século se eles tiverem a coragem de seguir", disse ele, de acordo The Guardian.

O representante palestino recusou-se a comparecer à reunião em Manama e, como resultado, a Casa Branca optou por não convidar também representantes israelenses.

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