Putin constata deterioração das relações entre Rússia e EUA

© Sputnik / Grigory Sysoev / Abrir o banco de imagensPresidente russo Vladimir Putin durante reunião do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo 2019 (SPIEF 2019), em 7 de junho de 2019
Presidente russo Vladimir Putin durante reunião do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo 2019 (SPIEF 2019), em 7 de junho de 2019 - Sputnik Brasil
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Nesta quinta-feira (13), o presidente russo Vladimir Putin comentou a deterioração das relações entre Moscou e Washington durante uma entrevista.

"Elas [as relações] estão se degradando, ficam cada vez piores. Nos últimos anos, a atual administração já tomou, creio, relativamente à Rússia várias dezenas de decisões, relacionadas com as sanções", disse Putin à emissora MIR.

O líder russo também expressou esperança que as duas potências sejam capazes de encontrar soluções construtivas que criem condições para a cooperação econômica.

"Esperamos muito que o senso comum prevaleça no final. Nós, junto com todos os nossos parceiros, incluindo os nossos parceiros americanos, os Estados Unidos, esperamos que, no âmbito do próximo G20, sejamos capazes de encontrar algumas soluções que sejam construtivas e criem as condições estáveis necessárias para a cooperação na esfera econômica", complementou o presidente russo.

Anteriormente, o presidente norte-americano Donald Trump confirmou que se reunirá com Putin à margem da próxima cúpula do G20 em Osaka, Japão, que ocorrerá nos dias 28 e 29 de junho.

Em meados de março, o Departamento do Tesouro dos EUA aplicou novas medidas punitivas contra oito responsáveis e seis entidades russas, incluindo empresas de construção naval e energia.

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As sanções foram introduzidas devido ao alegado papel da Rússia na crise ucraniana. Washington declarou que as restrições foram impostas em coordenação com a União Europeia e o Canadá, que são aliados.

Nos últimos cinco anos, Washington impôs uma série de medidas punitivas contra Moscou, acusando o Kremlin de interferir nos assuntos internos da Ucrânia, bem como na eleição presidencial americana em 2016, de suposto uso de armas químicas contra o ex-oficial de inteligência russo Sergei Skripal e sua filha Yulia na cidade britânica de Salisbury e por causa do incidente do estreito de Kerch.

Moscou negou repetidamente as alegações e reagiu com contramedidas contra as nações ocidentais que impuseram restrições.

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