Colar de crânios pode ser chave para entender colapso da civilização maia (FOTO)

© AP Photo / Moises CastilloHomem usando traje tradicional maia, em San Martín Jilotepeque, Guatemala, 21 de setembro de 2012
Homem usando traje tradicional maia, em San Martín Jilotepeque, Guatemala, 21 de setembro de 2012 - Sputnik Brasil
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Colar feito com partes de crânios humanos utilizados como troféu foi encontrado por arqueólogos em um túmulo maia de um guerreiro com mais de 1.000 anos.

Dois crânios recentemente encontrados nas florestas de Belize podem ser a chave para descobrir por que motivo a outrora poderosa civilização maia sucumbiu.

​ ​Colar feito com pedaços de crânio humano utilizado como troféu é descoberto por arqueólogos. 

Os crânios humanos foram pintados para serem utilizados ao redor do pescoço de guerreiros como troféus, há mais de 1.000 anos.

Segundo os pesquisadores, os crânios, colocados no peito de um guerreiro do norte, representariam símbolos macabros feitos das cabeças dos inimigos derrotados, conforme o Daily Mail.

Anteriormente, os estudos estavam focados em saber o motivo que causou o colapso da civilização maia, apontando como razões a guerra, a perda da fé em seus líderes ou a seca.

Nas pesquisas foram encontradas evidências de que algumas cidades rapidamente construíram fortalezas, indicando que a violência e a guerra entre o norte e o sul teriam contribuído para o fim do império, afirma a Live Science.

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Os crânios utilizados como troféus, juntamente com outras descobertas em Belize, Honduras e México, são mais uma prova de que o conflito pode ter sido provocado pela ascensão das potências do norte contra as dinastias do sul.

Os crânios encontrados provavelmente eram decorados com penas e tiras de couro.

Em uma região localizada ao sul de Belize, também foi descoberto um crânio que servia de troféu, com imagens de animais semelhantes a um símbolo militar, o que sugere que a guerra pode ter gerado uma perda de controle por parte dos líderes locais.

Outras evidências em diversos locais ao sul sugerem um fim súbito e violento da classe dominante da comunidade, já que os arqueólogos encontraram provas de execução de uma família governante e da violação de locais sagrados e túmulos da elite.

A descoberta dos crânios não indica de forma conclusiva o que ocorreu, mas aponta a existência de violência na região, que poderia ter contribuído para o colapso.

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