Estudo destrói um mito popular sobre civilização maia

© Foto / Phys.orgAltar de pedra do norte da Guatemala
Altar de pedra do norte da Guatemala - Sputnik Brasil
Nos siga noTelegram
Os sacrifícios durante o jogo de bola não faziam parte integrante da atividade do povo maia, segundo o estudo recente de um cientista dinamarquês que desmente as crenças populares sobre a civilização pré-colombiana.

Cientistas da Universidade de Copenhague concluíram que o mito popular sobre sacrifícios humanos dos vencedores do jogo de bola na civilização maia é apenas uma ficção, segundo a revista Live Science. Este jogo foi popular entre os maias, astecas e outros povos da Mesoamérica. Em 1987, um estudo afirmou que os vencedores eram sacrificados, e que o jogo era considerado como uma ação ritual que personificava a luta do bem contra o mal.

Entretanto, novas pesquisas permitiram estudar melhor as regras. Os arqueólogos analisaram as obras de monges espanhóis, assim como os baixos-relevos maias, um deles é datado dos anos 700-800 da nossa era. Este baixo-relevo mostra pessoas jogando com uma bola de borracha.

Monstro do lago Ness (imagem referencial) - Sputnik Brasil
Cientistas argentinos encontram na Antártica restos de 'parente de Nessie' (FOTO)

Especialistas revelaram que em estádios antigos faltavam frequentemente os anéis da pedra, os tais em que seria preciso fazer passar a bola, o que seria considerado como o objetivo principal do jogo. Às vezes o jogo era chamado de "basquetebol maia". Ademais, os pesquisadores provaram que os espectadores faziam apostas sobre o resultado da competição e ganhavam ou perdiam importâncias consideráveis.

Além disso, os sacrifícios, segundo as conclusões deste estudo, representaram casos excepcionais. Provavelmente se tratava apenas de prisioneiros de outras tribos.

"Isso seria na verdade terrível, se os melhores jogadores fossem sacrificados regularmente. O mito de sacrifícios humanos foi criado por causa de desenhos descobertos em vários terrenos do jogo de bola que mostravam crânios e ossos. Mas será que nós devemos os interpretar literalmente?", explica um dos coautores do estudo, Christophe Helmke.

Segundo o cientista, o sacrifício não era parte integrante do jogo. Se alguém era morto, ele seria uma pessoa já condenada à morte antes do jogo. Entretanto, ele indica que as execuções de prisioneiros provavelmente tivessem aumentado a popularidade do jogo.

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала