Guerra EUA x China: empresas chinesas cogitam mudar produção para Rússia, diz oficial

© REUTERS / Jason LeeBandeira chinesa e norte-americana são expostas para reunião durante a visita da Secretária de Transportes dos EUA, Elaine Chao, no Ministério dos Transportes da China em Pequim, em 6 de agosto de 2018
Bandeira chinesa e norte-americana são expostas para reunião durante a visita da Secretária de Transportes dos EUA, Elaine Chao, no Ministério dos Transportes da China em Pequim, em 6 de agosto de 2018 - Sputnik Brasil
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Pequenas e médias empresas na China, sob pressão da guerra comercial com os Estados Unidos, estão estudando a possibilidade de transferir a produção para a Rússia.

É o que revelou à Sputnik o secretário-geral da Associação para o Desenvolvimento Internacional da China (CODA), He Zhenwei, em uma entrevista antes do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF).

O comércio entre a China e os EUA depende principalmente de pequenas e médias empresas, enquanto o comércio bilateral da China com a Rússia representa grandes empresas estatais, disse ele.

"No entanto, muitas pequenas e médias empresas chinesas voltadas para a exportação enfrentam agora dificuldades. Os EUA já elevaram seus impostos sobre produtos chineses de 10% para 25%, o que equivale a fechar suas portas. Caso os consumidores americanos concordem em pagar mais de seus bolsos, essas empresas poderão aumentar os preços dos produtos em 25%, o que é pouco provável", avaliou.

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Em condições tão duras, as empresas chinesas estão agora lutando para manter sua existência. "Eles deveriam pensar em transferir a produção para a Rússia", comentou, acrescentando que "os produtos chineses produzidos na Rússia poderão ser vendidos nos Estados Unidos e até mesmo na Europa".

A atual troca de tarifas entre a China e os EUA está piorando recentemente. Washington aumentou as taxas de 10% para 25% das importações chinesas, totalizando cerca de US$ 200 bilhões. O presidente dos EUA, Donald Trump, também ordenou o início do processo de aumento das tarifas sobre todas as importações remanescentes da China, estimada em cerca de US$ 300 bilhões. Em resposta, Pequim elevou o valor de US$ 60 bilhões em importações americanas no sábado.

Enquanto isso, o comércio entre a Rússia e a China registrou um crescimento histórico no ano passado de cerca de 25%, para US$ 108 bilhões, superando todas as previsões. Segundo o presidente russo Vladimir Putin, a China é e continuará a ser o principal parceiro comercial da Rússia. Ele disse recentemente que os dois países estão desfrutando de seus melhores laços comerciais e econômicos de todos os tempos.

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