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Mídia revela como caça americano F-35 pode tornar-se vítima da guerra comercial entre China e EUA

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A guerra comercial entre os EUA e China pode tomar um rumo dramático para o Pentágono se Pequim, o principal fornecedor de terras raras, impuser tarifas sobre os minerais essenciais para a fabricação desde equipamentos militares a produtos de alta tecnologia.

O caça de quinta geração F-35, fabricado nos EUA, pode ser vítima da guerra comercial entre Washington e Pequim, já que os meios de comunicação chineses especularam sobre uma possível proibição da venda de terras raras, elementos necessários para a produção de armas de ponta e produtos de alta tecnologia, em retaliação às tarifas dos EUA, segundo a Bloomberg.

As autoridades chinesas não anunciaram oficialmente que iriam restringir as vendas de terras raras para os EUA, mas a mídia, por exemplo o People's Daily, aqueceu as tensões ao apontar para a desconfortável dependência de Washington desses elementos provenientes da China, que responde por cerca de 95% da produção global, segundo a Bloomberg.

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"Será que as terras raras se tornarão uma arma de retaliação para a China combater a pressão que os EUA exerceram sem qualquer razão? A resposta não é nenhum mistério. Sem dúvida, o lado dos EUA quer usar os produtos feitos com terras raras exportadas pela China para combater e reprimir o desenvolvimento da China. O povo chinês nunca o aceitará!", citou a Reuters um comentário do People's Daily.

O editor-chefe do Global Times, Hu Xijin, também acredita que a China pode usar a sua posição como principal fornecedor de terras raras se a guerra comercial aumentar ainda mais: "Com base no que sei, a China está considerando seriamente restringir as exportações de terras raras para os EUA. A China poderá também tomar outras medidas de retaliação no futuro."

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Pequim ainda não comentou sobre essas suposições, mas cresce a especulação de que a China pode puxar o plugue, visando assim os caças F-35, cada um dos quais requer cerca de 920 libras de minerais de terras raras, de acordo com um relatório de 2013 do Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA.

À luz desses relatos, o Departamento de Defesa dos EUA apresentou um relatório ao Congresso sobre minerais de terras raras, numa tentativa de mitigar a dependência dos EUA da China. Um relatório do governo dos EUA de 2018, intitulado "Avaliando e Fortalecendo a Base Industrial de Manufatura e Defesa e a Resiliência da Cadeia de Suprimentos dos Estados Unidos", destacou a dependência do Pentágono dos suprimentos chineses.

"As terras raras são elementos críticos utilizados em muitos dos principais sistemas de armamento de que os EUA dependem para a segurança nacional, incluindo lasers, radares, sonares, sistemas de visão noturna, módulos de mísseis, motores a jato e até ligas para veículos blindados", diz o documento.

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No início deste mês, o escritório do Representante Comercial dos EUA revelou uma lista de produtos chineses adicionais no valor de US$ 300 bilhões que seriam alvo de um aumento de 25% nas tarifas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, também emitiu uma ordem executiva que acrescentou a gigante chinesa de telecomunicações Huawei e suas 70 afiliadas a uma lista negra comercial, impedindo assim a empresa de adquirir tecnologia ou componentes de empresas americanas sem o consentimento do governo americano.

Pequim, por sua vez, advertiu que iria impor penalidades sobre produtos americanos no valor de US$ 60 bilhões em retaliação à maior tributação dos EUA (de 10 a 25 por cento) sobre produtos chineses. A China e os EUA estão envolvidos em uma disputa comercial desde que a administração Trump introduziu tarifas de 25 por cento contra bens chineses no valor de até US$ 50 bilhões em junho de 2018, a fim de corrigir o que ela alegou serem "práticas comerciais injustas".

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