EUA perdem o título de economia mais competitiva do mundo

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O Ranking Mundial de Competitividade 2019, recentemente divulgado, estabelece os países com economia mais competitiva e mostra que mudanças afetaram as várias regiões do mundo nessa esfera.

Top 3 do Ranking

Os Estados Unidos deixaram de ser a economia mais competitiva do mundo, segundo a classificação atualizada do instituto suíço IMD (Instituto para o Desenvolvimento da Gestão).

Embora Washington ainda ocupe o primeiro lugar no mundo em termos de eficiência nos indicadores de infraestrutura e macroeconômicos, a competitividade da economia dos EUA foi afetada pelo aumento dos preços dos combustíveis, o enfraquecimento das exportações de alta tecnologia e flutuações na taxa de câmbio do dólar.

Vale destacar que os Estados Unidos foram superados por Singapura, tendo caído para o terceiro lugar.

Singapura supera os EUA, tornando-se a economia mais competitiva no mundo segundo o Ranking Mundial de Competitividade 2019 do IMD

Singapura lidera o ranking graças à sua infraestrutura tecnológica desenvolvida, trabalhadores qualificados, legislação de imigração favorável e eficiência na criação de novas empresas.

No segundo lugar, tal como no ano anterior, está Hong Kong.

Oriente Médio

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Pela primeira vez, a lista das dez economias mais competitivas inclui dois países do Oriente Médio: o Qatar (décimo lugar) e os Emirados Árabes Unidos (quinto lugar). Três anos atrás, eles estavam, respectivamente, nas posições 13 e 15.

"Agora, os Emirados Árabes Unidos ocupam o primeiro lugar no mundo no desempenho empresarial, superando outras economias em tantas áreas como a produtividade do trabalho, a transformação digital e o empreendedorismo", aponta investigação do IMD.

Europa

Os países do norte da Europa, que tradicionalmente ocupam altas posições nessa classificação, baixaram no ranking. A Dinamarca caiu do sexto para o oitavo lugar, enquanto a Noruega, do 8º para o 11º. Além disso, a Holanda caiu de quarto para sexto, Alemanha — de 15º para 17º.

América Latina

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Segundo mostra o Ranking Mundial de Competitividade 2019, os resultados são pouco animadores para a América Latina.

O IDM, com sede em Genebra (Suíça), calculou o Índice de Competitividade Mundial deste ano e indicou que o continente latino-americano continua com um desempenho muito fraco.

De acordo com o Centro Internacional de Competitividade Mundial, pertencente ao IMD, que apresentou os resultados na terça-feira (27), a Venezuela ocupa o último lugar da tabela (63º lugar), enquanto o país mais qualificado da região, o Chile, caiu sete posições e ficou em 42º lugar.

"A Venezuela continua ancorada no final do ranking, afetada pela inflação, pelo mau acesso ao crédito e por uma economia fraca", revelou o relatório.

Em três dos quatro principais grupos de critérios (desempenho econômico, eficiência governamental e infraestrutura), a Venezuela está em último lugar.

O Brasil ficou em 59º lugar da lista, recuperando apenas uma posição desde 2018, enquanto a Argentina ficou em 61º lugar, cinco posições abaixo do índice do ano passado.

Segundo o ranking, o país com crédito bancário mais caro para as empresas é o Brasil.

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Na 50ª e 55ª posições no ranking está o México e o Peru, respectivamente, ao passo que a Colômbia passou da 58ª para a 52ª posição na lista, devido à melhoria no mercado de trabalho, diz o Conselho de Competitividade Privada, com sede em Bogotá.

O Chile era o país mais competitivo da região nos últimos anos, mas passou da 35ª para a 42ª posição, representando a pior queda no ranking de 2019.

"O problema na América Latina, em geral, é que se é muito reformista no papel, mas depois é muito difícil realizar as reformas", disse à agência Efe o diretor do centro de competitividade global, Arturo Bris.

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