Especialista revela para que EUA tentam comprar munições de produção russa

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O Pentágono anunciou uma licitação para a compra de munições de origem russa, nomeadamente para fuzis de assalto, metralhadoras, e outras armas ligeiras que não são utilizadas pelos países da OTAN. O especialista militar Aleksandr Zhilin explicou à rádio Sputnik o possível destino de tais munições.

Na entrevista para o serviço russo da rádio Sputnik, Aleksandr Zhilin, coronel aposentado e diretor do Centro Analítico de Problemas Sociais de Segurança Nacional, expressou sua opinião sobre o recente aviso de compra de munições russas pelo Pentágono.

"Tudo depende da quantidade de munições a serem compradas. Se o volume de compras for grande, essas munições serão usadas por terroristas na Síria, Afeganistão e em outras regiões onde os americanos estão combatendo por intermédio dessas forças. Os terroristas utilizam frequentemente armas soviéticas e russas porque estas são lançadas no mercado negro pela Ucrânia e por outros países, pelo que precisam de munições", explicou Zhilin.

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Segundo ele, os combates intensos na Síria contra o exército do governo sírio exigiram uma enorme quantidade de munições. Por conseguinte, de acordo com o especialista, muito provavelmente está prevista uma série de operações em que também estas munições serão necessárias.

"Se se tratar de pequena quantidade de suprimentos, é provável que estes sejam usados para fins de treinamento. De fato, os americanos usam armas, camuflagem e outros atributos de exércitos que eles consideram inimigos potenciais. Nós, por exemplo, nunca usamos símbolos dos EUA em exercícios militares, mas os americanos compraram nossos aviões para treinar seus pilotos a operar contra os nossos equipamentos", acrescentou Zhilin.

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Recentemente a mídia informou que o Comando de Contratação do Exército dos EUA (ACC, na sigla em inglês) publicou um aviso no site principal de contratação do governo norte-americano pedindo informações de empresas sobre sua capacidade de produzir e fornecer munições comerciais não padronizadas, ou seja, não utilizadas pela NATO. Os EUA pretendem adquirir munições para rifles de assalto, pistolas, fuzis de precisão e metralhadoras de produção russa.

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