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Promotores federais discordaram sobre acusar Assange de espionagem, diz jornal dos EUA

© REUTERS / Henry NichollsManifestantes protestam do lado de fora do Tribunal de Magistrados de Westminster, onde o fundador do Wikileaks, Julian Assange, participava de uma audiência sobre o pedido de extradição para os EUA, em Londres.
Manifestantes protestam do lado de fora do Tribunal de Magistrados de Westminster, onde o fundador do Wikileaks, Julian Assange, participava de uma audiência sobre o pedido de extradição para os EUA, em Londres. - Sputnik Brasil
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Dois promotores federais dos EUA ligados ao caso do Departamento de Justiça contra o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, discordaram da decisão de enquadrar o ativista como espião, argumentando que o movimento representaria "sérios riscos para as proteções previstas pela 1ª Emenda" (que trata do direito à liberdade de imprensa).

O jornal The Washington Post citou pessoas familiarizadas com o assunto, alegando que James Trump, "um dos procuradores-adjuntos americanos pediu para avaliar o caso" contra Assange, e Daniel Grooms, que serviu como chefe criminal no escritório do Procurador dos EUA, discordou da decisão do Departamento de Justiça em acusar o australiano sob o Lei de Espionagem.

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O jornal relata que, enquanto revisava o caso, James Trump "estava preocupado em buscar uma acusação que fosse tão suscetível à Primeira Emenda e a outros desafios legais e factuais complicados".

No entanto, no momento em que o Departamento de Justiça dos EUA acusou Assange na quinta-feira, os dois promotores não estavam mais envolvidos com o tema. Os dois teriam deixado o posto no mês passado, embora James Trump tenha se oferecido para continuar a colaborar com os supervisores como consultor externo.

Não é incomum os promotores discordem sobre se um caso em particular merece acusações criminais, mas na maioria das vezes a divergência não “envolve questões importantes sobre direitos constitucionais”, de acordo com o jornal.

Grooms recusou a comentar as alegações do veículo, enquanto James Trump remeteu as perguntas a Joshua Stueve, um porta-voz da Procuradoria dos EUA em Alexandria, Virgínia. Este último disse ao jornal em um comunicado que "não responderia a declarações de origem anônima”.

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