Mike Pence: 'Vamos continuar exercendo pressão econômica e diplomática sobre Venezuela'

© AFP 2022 / DON EMMERTMike Pence coletiva
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O vice-presidente dos EUA manteve a retórica habitual da Casa Branca relativamente à Venezuela e insistiu que ‘’todas as opções estão sobre a mesa’’.

Na recente coletiva de imprensa, Mike Pence, vice-presidente norte-americano, não especificou que plano têm os EUA para lidar com a crise política na Venezuela, mas, segundo os observadores, torna-se cada vez mais evidente que a estratégia de Washington para derrubar o presidente venezuelano legítimo, Nicolás Maduro, está num impasse.

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Na coletiva de imprensa que decorreu na Flórida, Pence reiterou a política de mudança de regime que os EUA pretendem aplicar no país sul-americano, cujo governo foi eleito com 68% dos votos.

O governante estadunidense afirmou que a situação na Venezuela é uma "tragédia", declarando que ela se deve "ao impulso ditatorial e socialista" de Maduro.

Exatamente um ano atrás, no dia 20 de maio de 2018, Maduro foi eleito presidente da Venezuela. A oposição recusou aceitar o resultado.

Pence lembrou que o presidente Donald Trump "lidera uma coligação de 50 países" que reconheceram o líder da oposição Juan Guaidó como "presidente interino" da Venezuela. Os EUA "continuarão exercendo pressão econômica e diplomática" sobre a Venezuela e "seus patronos" em Cuba.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de invasão militar, Pence repetiu o "mantra" habitual da Casa Branca, de que "todas as opções estão em cima da mesa".

"Todas as opções estão sobre a mesa. Os EUA não vão ficar de braços cruzados enquanto a Venezuela continua colapsando na tirania e privações", disse o vice-presidente.

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De acordo com governante estadunidense, três milhões de pessoas abandonaram Venezuela, fugindo da atual crise, e é do maior interesse dos EUA restabelecer "a liberdade, o estado de direito e a democracia" no país.

"O povo americano, os povos em todo mundo, o povo de Venezuela podem estar confiantes de que o presidente Trump e a nossa administração vão se manter firmes até vermos a liberdade restabelecida na Venezuela", disse Pence, sem referir pormenores.

Em 30 de abril, Guaidó tentou encenar um golpe para depor o presidente Maduro. No entanto, seus planos fracassaram. O apelo de Guaidó para que os militares abandonassem Maduro não levou, como ele esperava, à deserção em massa. As Forças Armadas reafirmaram sua lealdade ao presidente eleito.

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