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Não haverá guerra, apesar do desejo de aliados de Trump, diz chanceler do Irã

© Sputnik / Vladimir Pesnya / Abrir o banco de imagensMinistro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif
Ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif - Sputnik Brasil
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O conflito armado no golfo Pérsico não se manifestará porque ninguém tem "ilusões" sobre avançar seriamente contra o Irã, declarou o ministro de Relações Exteriores do país, em meio à recente escalada diante dos EUA e seus aliados regionais.

"Não haverá guerra porque nem nós queremos uma guerra, nem ninguém tem a ideia ou a ilusão de que possa enfrentar o Irã na região", disse Mohammad Javad Zarif à agência IRNA neste sábado, durante uma viagem a Pequim.

No entanto, há pessoas no círculo do presidente estadunidense Donald Trump que "procuram pretextos" para conduzir o país em uma guerra com o Irã, mesmo que Trump pessoalmente não queira que isso aconteça, disse o ministro.

Zarif já havia alertado sobre os projetos dos radicais de política externa do que ele chamou de "Equipe B", que inclui o conselheiro de segurança nacional de Trump, John Bolton.

Avião Airbus A300B2-203 da companhia aérea Iran Air - Sputnik Brasil
EUA avisam companhias aéreas que podem derrubar aviões 'por engano' no golfo Pérsico

As tensões entre Teerã e Washington aumentaram na semana passada depois de relatos de ataques a quatro navios, incluindo dois petroleiros sauditas, na costa de Emeriti, perto da entrada do golfo Pérsico. Ninguém havia reivindicado a responsabilidade pelo suposto incidente, mas as notícias aumentaram o medo de um conflito maior em erupção.

Os EUA enviaram um grupo de porta-aviões para o golfo e, na quarta-feira, ordenaram a evacuação parcial de sua embaixada e de um consulado no Iraque, na fronteira com o Irã. Isso coincidiu com os relatos de que o Pentágono propusera enviar até 120 mil soldados no Iraque, caso o Irã abrisse hostilidades.

As relações entre os EUA e o Irã vêm se deteriorando desde que o presidente Trump optou por abandonar o Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA) sobre o programa nuclear iraniano no ano passado, acusando a República Islâmica de violar o acordo. Ele então reimpôs sanções ao Irã, visando o comércio de petróleo e as finanças do país.

O Irã negou as acusações e optou por manter o JCPOA até a semana passada, quando o país suspendeu parcialmente seus próprios compromissos sob o acordo. Autoridades iranianas explicaram que vão levantar algumas restrições à produção de urânio enriquecido e água pesada em um local de pesquisa em Arak.

O presidente iraniano Hassan Rouhani disse que Teerã dá a outras partes do JCPA, incluindo a União Europeia, 60 dias para negociar a reversão dessas ações.

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