Mídia: EUA querem que países 'se livrem' de armamento russo e chinês e optem pelo americano

© AFP 2022 / STAFF Sede do Pentágono em Washington, EUA
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O programa, que foi alegadamente lançado no ano passado, já fez com que o Departamento do Estado dos EUA alocasse US$ 190 milhões para a entrega de equipamento militar de fabrico americano para 6 países, incluindo Albânia, Croácia, Grécia e Eslováquia.

O Departamento do Estado planeja expandir o seu chamado Programa Europeu de Incentivo à Recapitalização, que implica que Washington ofereça dinheiro a países da Europa de Leste para que eles comprem armamento americano e desistam das armas de fabrico russo e chinês, segundo o portal Defense One.

O site cita uma fonte não identificada do Departamento do Estado que informou que Washington quer que o programa, que já existe há um ano, abranja todo o mundo e ajude os parceiros dos EUA a "se livrarem ou permanecerem afastados do equipamento militar russo e chinês".

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Não tendo os países de fora da Europa ainda sido identificados pelo Departamento do Estado, acredita-se que se trata de países da Ásia Central, Sudeste Asiático e África.

De acordo com a fonte, o programa obriga os países a se desfazerem de armas chinesas e russas, darem garantias não comprar armas dos referidos países e destinar alguns dos seus próprios recursos para compra de armas americanas.

Se um país continuar a comprar peças para helicópteros soviéticos e veículos de combate de infantaria, os EUA podem impor sanções.

O objetivo é "incentivar parceiros e aliados para que usem seus próprios fundos para modernização do seu equipamento militar e se desfaçam do equipamento russo. A ideia é que nós podemos conceder assistência militar. E eles depois usam alguma quantidade [de fundos] de parceria militar", disse o oficial.

No âmbito do programa que foi revelado em 2018, o Departamento do Estado já decidiu alocar US$ 190 milhões na implementação do projeto em seis países – Albânia, Bósnia, Croácia, Grécia, Macedônia do Norte, e Eslováquia.

Espera-se que estes países sigam em frente na compra de helicópteros e veículos de combate de infantaria de fabrico americano durante os próximos anos.

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