Rússia sobre parceria com Venezuela: pouco provável assinatura de novos contratos militares

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Tanques russos (o T-90 à esquerda) em polígono militar - Sputnik Brasil
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Assinatura de novos contratos de fornecimento de armamento russo para Venezuela é pouco provável por causa da crise vivida pelo país latino-americano, afirmou em entrevista à Sputnik vice-diretor do Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar da Rússia, Anatoly Punchuk.

"Hoje, vemos como tarefa a manutenção do equipamento antes fornecido em bom estado. Levando em consideração a crise vivida pelo país [Venezuela], a assinatura de novos contratos de fornecimento dos últimos modelos de armamentos e equipamento militar é pouco provável no momento atual", informa Punchuk.

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Segundo Punchuk, hoje em dia a Venezuela é um dos maiores clientes da Rússia na área técnico-militar da região latino-americana. As Forças Armadas venezuelanas são equipadas com os modelos mais modernos de produção militar russa: aviões, helicópteros, sistemas de defesa antiaérea e veículos blindados.

O sucesso do equipamento militar russo na região latino-americana está ligado à adaptação dele às condições climáticas. O volume total do mercado de produção militar da América Latina é estimado entre 40 e 50 biliões de dólares. Mas a aquisição de equipamento militar é cíclica e limitada pelo financiamento orçamentário e pela pressão política do lado dos EUA.

"Não omitirei que as sanções introduzidas pelos EUA e países da Europa Ocidental em relação à Venezuela e a exportadoras russas de produção militar influencia negativamente o desenvolvimento da cooperação técnico-militar entre nossos países", nota Punchuk.

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"Tentando usar o bloqueio do país, os EUA criam muitas dificuldades no fornecimento de peças de reserva e agregados, o que é uma forma de concorrência desonesta no mercado de armamento militar."

Além do mais, o vice-diretor deu detalhes da construção na Venezuela de fábrica especializada na produção de fuzis AK-47: "A construção está sendo realizada em plena cooperação com a clientela estrangeira e em conformidade com o gráfico acordado com a parte venezuelana. Agora estão sendo acabados trabalhos de montagem."

Mas, ao mesmo tempo, alguns fatos refletem negativamente na realização do projeto – a situação política na Venezuela e o bloqueio do país, organizado com apoio dos EUA e alguns países da região latino-americana, destacou o interlocutor da agência.

A Venezuela está vivendo em crise há um tempo, mas o ápice da tensão foi impulsionado com a autoproclamação de Juan Guaidó como presidente interino do país latino-americano. Desde março de 2015, sanções norte-americanas são impostas à Venezuela.

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