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Boeing não pretende corrigir problemas do avião 737 Max, segundo relatos

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A corporação Boeing se recusa a corrigir os problemas dos aviões Boeing 737 Max após o acidente envolvendo a aeronave da companhia aérea Lion Air na Indonésia, segundo o The New York Times.

De acordo com o jornal, os pilotos da American Airlines pediram à Boeing que corrigisse os problemas do Boeing 737 Max semanas depois do acidente na Indonésia.

Durante um encontro a portas fechadas, os pilotos pediram à Boeing que não deixasse os aviões 737 Max voarem até as falhas serem ultrapassadas.

Entretanto, a empresa se recusou a corrigir os problemas das aeronaves, afirmando que esperava que os pilotos fossem capazes de lidar com o problema.

“No momento, ninguém pode concluir que a única causa do acidente [da Lion Air] tenha sido essa função do avião”, afirmou o vice-presidente da Boeing, Mike Sinnett, referindo-se ao Sistema de Aumento de Características de Manobra (MCAS), que se acredita ter sido um dos fatores dos acidentes fatais envolvendo os aviões Boeing 737 Max.

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O MCAS foi projetado como um recurso de segurança. Quando o MCAS detecta que o avião está subindo em um ângulo vertical elevado sem a velocidade necessária, o que eleva as chances de perda de sustentação aerodinâmica da aeronave, ele move o estabilizador horizontal na cauda para baixar o nariz do avião.

No entanto, quando a informação proveniente dos sensores está errada, tais ações do sistema de segurança representam um perigo para o avião, pois os comandos do MCAS podem prevalecer sobre as tentativas dos pilotos de fazer subir o nariz do avião.

De acordo com o The Wall Street Journal, a Boeing não informou a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) ou as companhias aéreas sobre o fato de o sistema, que estava instalado nos aviões anteriores da Boeing, ter sido desativado no Boeing 737 Max. Para disporem do sistema de alerta, as companhias aéreas tinham de comprar um pacote de medidas de segurança adicionais.

Nos últimos meses, dois aviões Boeing deste modelo caíram. Um deles acidentou na Indonésia em outubro de 2018 e o outro na Etiópia em março, matando 346 pessoas.

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