Análise: 'É quase impossível que EUA derrotem Irã com um grupo de 120 mil soldados'

© AP Photo / Mindaugas KulbisSoldados norte-americanos participam de cerimônia de abertura do exercício militar Iron Wolf 2017 (imagem de arquivo)
Soldados norte-americanos participam de cerimônia de abertura do exercício militar Iron Wolf 2017 (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil
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Um contingente de apenas 120 mil soldados estadunidenses é insuficiente para vencer em um conflito com o Irã, opina especialista militar russo, comentando os planos dos EUA recentemente anunciados.

Mais cedo, o jornal The New York Times informou que o secretário interino de Defesa dos EUA, Patrick Shanahan, havia apresentado um plano militar atualizado que prevê o envio de até 120 mil soldados para o Oriente Médio no caso de o Irã decidir acelerar o desenvolvimento nuclear ou atacar as forças norte-americanas na região.

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De acordo com a publicação, o tamanho da força teria surpreendido muitos participantes da reunião, já que o mesmo número de tropas esteve envolvido na invasão do Iraque em 2003.

Nessa conexão, o especialista russo Konstantin Sivkov explicou que número de tropas e material militar os EUA precisam em caso de decidirem exercer uma pressão real sobre o Irã.

"É quase impossível que os Estados Unidos derrotem o Irã com um grupo de 120.000 soldados, considerando o potencial militar de Teerã", destacou.

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Na opinião dele, é mais provável que Washington esteja planejando uma operação aérea em grande escala para destruir a economia e os centros nucleares do Irã.

Ao mesmo tempo, ele enfatizou que para os americanos é difícil destruir a infraestrutura nuclear do Irã com um ataque aéreo massivo, adicionando que para isso teriam que usar armas nucleares para alcançar as instalações escondidas em bunkers subterrâneos.

O especialista também apontou para os problemas logísticos que o Pentágono teria para uma operação massiva na região.

"Os americanos precisam de pelo menos 1.500 aviões para destruir completamente a capacidade industrial do Irã, mas eles não têm uma infraestrutura adequada na região."

Estima-se que Washington precisaria de seis a sete meses para preparar uma campanha aérea contra o Irã.

Ademais, o especialista duvida que a Turquia e o Paquistão permitam que os americanos usem suas bases aéreas a fim de realizar qualquer atividade contra o Irã.

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"Só restam Israel e a Arábia Saudita, mas sua ajuda é insuficiente, pois [os EUA] precisam de entre 10 e 15 bases aéreas e os americanos têm cinco ou seis", acrescentou.

Ele observou que a posição da Rússia neste conflito também pode ser um impedimento, visto que Moscou enviaria ao Irã sistemas e equipamentos antiaéreos de guerra eletrônica avançados, assim como conselheiros militares.

Os Estados Unidos aumentaram a tensão no golfo Pérsico depois de enviarem, na semana passada, um porta-aviões e bombardeiros estratégicos para a região.

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