Situação atual em torno do Irã poderia chegar a conflito militar?

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Soldados iranianos desfilam em parada militar em Teerã - Sputnik Brasil
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A situação atual relacionada ao Irã é muito grave, entretanto um conflito militar entre os EUA e o Irã é pouco provável, opina a analista Irina Fedorova.

Recentemente, o comandante da Marinha iraniana, almirante Hossein Khanzadi, comentando a decisão estadunidense sobre a deslocação do grupo naval liderado por um porta-aviões para o Oriente Médio, declarou que os EUA devem abandonar a região.

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A analista e pesquisadora do Centro do Oriente Médio do Instituto de Estudos Orientais da Academia de Ciências da Rússia, Irina Fedorova, comentou a situação em entrevista ao serviço russo da Radio Sputnik.

"Os Estados Unidos aumentam a tensão em torno do Irã, eles efetuam uma pressão econômica, diplomática e militar, concentrando suas forças na região do golfo Pérsico", recorda a analista.

Ela sublinhou que recentemente os EUA enviaram o porta-aviões USS Abraham Lincoln e o navio anfíbio USS Arlington para a região e transferiram bombardeiros B-52 para o Qatar.

"É natural que o Irã não possa deixar de reagir a tal atividade e que faça declarações bastantes duras como resposta", disse Irina Fedorova.

Segundo ela, as chances para evitar um cenário militar se mantêm.

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"Considero que a situação não chegará a um conflito militar: simultaneamente com a pressão militar, o presidente [dos EUA Donald] Trump propõe ao Irã para começar negociações", disse a analista.

Teerã não pode deixar sem resposta as ações agressivas de Washington, porque dessa maneira ele mostraria sua fraqueza, opina Irina Fedorova.

"Por outro lado, é claro que o Irã não tenciona provocar de algum modo o verdadeiro início de um conflito militar", concluiu a analista e pesquisadora.

Em 8 de maio de 2018, os EUA anunciaram sobre a sua saída do acordo nuclear com o Irã e a reposição de todas as sanções contra o país, visando as finanças, transporte, forças armadas e outras esferas de atividade do país.

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