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Nova espiral da guerra comercial sino-americana: após tarifas, Pequim promete retaliar

© AFP 2021 / STRNotas yuan e dólares dos EUA são vistos em uma mesa em Yichang, província de Hubei, na China central em 14 de agosto de 2015
Notas yuan e dólares dos EUA são vistos em uma mesa em Yichang, província de Hubei, na China central em 14 de agosto de 2015 - Sputnik Brasil
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A partir de 10 de maio as tarifas norte-americanas sobre uma série de produtos chineses foram elevadas de 10% para 25%, em um valor de 200 bilhões de dólares. O especialista Pavel Kudryavtsev explica como o conflito comercial entre as duas maiores economias pode afetar a economia global.

As autoridades americanas decidiram aumentar as tarifas sobre uma série de produtos chineses no valor de 200 bilhões de dólares (R$ 890 bilhões) de 10% para 25%, incluindo produtos químicos, materiais de construção, mobiliário e alguns artigos eletrônicos. A medida entrou em vigor hoje (10).

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O Ministério do Comércio da China sublinhou que "lamenta profundamente" o aumento das tarifas sobre as suas exportações e que não tem outro remédio senão tomar contramedidas a esse respeito.

"A China lamenta-o profundamente. Temos que tomar contramedidas necessárias", lê-se no comunicado do Ministério.

Ao mesmo tempo, o ministério expressou sua esperança de que ambos países trabalhem juntos para resolver os problemas existentes através da "cooperação e consultas".

É de assinalar que, há dez dias, Washington e Pequim anunciaram um “progresso significativo”, mas na quinta-feira (10) os EUA decidiram aumentar as tarifas em resposta à alegada violação de compromissos pela China.

"Desde 2017, a China e os EUA estão tentando resolver disputas econômicas, tendo desde então sido introduzidas diversas novas tarifas, bem como anunciados preparativos e fracassos das negociações. É evidente que notícias desse tipo sempre causam volatilidade nos mercados e discussões massivas", sublinhou o representante da Câmara de Comércio e Indústria da Rússia na Ásia Oriental, Pavel Kudryavtsev, acrescentando que não espera que o conflito possa levar a uma catástrofe econômica global.

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Segundo Kudryavtsev, "na prática a cooperação econômica se baseia em laços comerciais e de investimentos de longo prazo e é bastante difícil os destruir".

Em meados de abril, a mídia informou que os EUA e a China planejavam realizar uma nova rodada de negociações e esperavam fechar um acordo comercial final no fim de maio ou no início de junho.

Pequim e Washington se envolveram em uma disputa comercial desde março de 2018 quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que os EUA imporiam tarifas de 25% sobre uma série de produtos chineses, em uma tentativa de reduzir o déficit comercial entre EUA e China. Desde então, os dois países adotaram uma série de tarifas protecionistas.

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