Mídia: Teerã diz que sairá do acordo nuclear gradualmente

© REUTERS / Heinz-Peter Bader O principal negociador nuclear do Irã, Abbas Araghchi, fala à imprensa depois de se encontrar com o diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano na sede da AIEA em Viena (arquivo).
O principal negociador nuclear do Irã, Abbas Araghchi, fala à imprensa depois de se encontrar com o diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano  na sede da AIEA em Viena (arquivo). - Sputnik Brasil
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O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o Irã considera sair gradualmente do JCPOA (popularmente conhecido como acordo nuclear iraniano) de acordo com a IRIB (Rede de Transmissão da República Islâmica do Irã).

No começo do dia, o Irã disse que estava suspendendo algumas de suas obrigações sob o acordo nuclear após intensificação das sanções promovida por Washington. Os EUA, por sua vez, impuseram sanções adicionais, relativas a ferro, aço, alumínio e cobre contra Teerã. Donald Trump assinou nesta manhã uma ordem executiva impondo sanções ao ferro, aço, alumínio e cobre iranianos. 

O presidente Hassan Rouhani enviou uma carta aos países signatários JCPOA, notificando-os de que Teerã daria às partes do acordo 60 dias para retornar à mesa de negociação e garantir que os interesses do Irã previstos no acordo sejam protegidos.

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Exatamente um ano atrás, o governo Trump anunciou que estava saindo do JCPOA e restabelecendo sanções a Teerã. A decisão incluiu imposição de sanções secundárias contra empresas e instituições financeiras de países que fazem negócios com a República Islâmica.

No contexto da campanha de pressão dos EUA contra o Irã, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã foi denominada como uma organização terrorista estrangeira e americanos também instalaram o super-porta-aviões de propulsão nuclear USS Abraham Lincoln na região e uma força-tarefa composta por quatro bombardeiros B-52 com capacidade nuclear.

Teerã, por sua vez, colocou o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), operando no Oriente Médio, sob a mesma designação terrorista, classificando o anúncio como um "ato de guerra psicológica".

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