Cadastro bem-sucedido!
Por favor, siga o link da mensagem enviada para

Secretário de Relações Exteriores britânico não descarta papel de Haftar no governo líbio

© Sputnik / Vladimir Astapkovich / Abrir o banco de imagensComandante do Exército Nacional da Líbia, Khalifa Haftar, durante uma reunião com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.
Comandante do Exército Nacional da Líbia, Khalifa Haftar, durante uma reunião com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. - Sputnik Brasil
Nos siga no
O marechal-de-campo Khalifa Haftar, comandante do Exército Nacional Líbio (LNA), ainda pode desempenhar um papel importante no futuro governo nacional mesmo liderando a ofensiva em Trípoli. A opinião é do secretário do Exterior britânico, Jeremy Hunt.

Os confrontos entre as duas forças rivais da Líbia começaram em 4 de abril, quando Haftar ordenou que suas tropas avançassem sobre a capital para "libertá-la de terroristas". O LNA já ganhou controle sobre as cidades vizinhas de Surman e Garyan. O Governo do Acordo Nacional (GNA), reconhecido como legítimo pela ONU, anunciou uma contra-ofensiva três dias depois.

Soldados do Exército Nacional da Líbia (LNA) liderado por Khalifa Haftar - Sputnik Brasil
Líbia: forças de Haftar destroem sede operacional do GNA em Trípoli

"Temos que ter cuidado ao fazer esse tipo de julgamento. Não nos cobrimos de glória com nossa política sobre a Líbia. Vamos enfrentá-lo, se soubéssemos em 2011 que estaríamos na situação em que estamos agora, estaríamos nos perguntando se o caminho certo a seguir é um cessar-fogo, conversas políticas e um acordo", disse Hunt The Guardian, afirmando ainda duvidar se a ofensiva do LNA impediria Haftar de questionar o futuro do governo líbio.

O secretário de Relações Exteriores também reiterou o desacordo do Reino Unido com a operação de Haftar no oeste da Líbia.

"Não concordamos com o que o Haftar está fazendo. Não achamos que é possível para o Haftar alcançar uma vitória militar e, como governo, ele não será visto como legítimo por todas as partes do país. Então, queremos um processo político", analisou Hunt ao jornal.

Em fevereiro de 2011, protestos em massa exigindo a saída de Muammar Gaddafi, ex-líder da Líbia que esteve no poder por mais de 40 anos, se espalharam por todo o país. Os protestos mais tarde se transformaram em um conflito armado entre forças do governo e rebeldes.

Um membro das forças governamentais reconhecidas internacionalmente na Líbia dispara durante uma luta contra forças orientais em Ain Zara, Trípoli. - Sputnik Brasil
Secretário-geral da ONU pede cessar-fogo na Líbia e fim da ofensiva em Trípoli
Em 17 de março daquele ano, o Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução prevendo a introdução de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia, abrindo caminho para a intervenção militar estrangeira no país norte-africano. Uma operação conduzida pelas forças de coalizão — Reino Unido, França, Estados Unidos, Canadá, Bélgica, Itália, Espanha, Dinamarca e Noruega — começou dois dias depois. Naquele mês de outubro, Gaddafi foi brutalmente morto por milícias apoiadas pelo Ocidente, e o país foi envolvido em constante turbulência política desde então.

Feed de notícias
0
Antigas primeiroRecentes primeiro
loader
AO VIVO
Заголовок открываемого материала
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала