Irã estuda criação de mecanismo com Rússia e Turquia para driblar sanções dos EUA

© AFP 2022 / STR / Vahidreza AlaiA bandeira do Irã em frente do foguete Safir Omid antes do seu lançamento
A bandeira do Irã em frente do foguete Safir Omid antes do seu lançamento - Sputnik Brasil
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O Irã está estudando a possibilidade de criar um mecanismo conjunto com a Rússia e a Turquia para fugir das sanções dos EUA, semelhante ao INSTEX preparado pela União Europeia (UE), disse o chanceler iraniano Mohammad Yavad Zarif em entrevista à Sputnik nesta terça-feira.

"Um mecanismo semelhante ao INSTEX poderia ser estabelecido com outros países, com os interessados, em particular, com a Rússia e a Turquia", revelou o diplomata.

No final de janeiro, a França, a Alemanha e o Reino Unido anunciaram a criação do INSTEX S.A., um mecanismo para manter transações comerciais legais entre atores europeus e o Irã.

Em agosto de 2018, Washington restabeleceu sanções contra o setor automobilístico iraniano, seu comércio de ouro e metais preciosos, bem como as relacionadas ao rial iraniano, e em novembro estendeu as medidas de restrição à compra de petróleo iraniano, as operações com portos e empresas marítimas do país persa e transações de instituições financeiras com o Banco Central do Irã.

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Essas são as restrições que os Estados Unidos haviam levantado em 2015 quando o PAIC entrou em vigor, depois assinado pela Rússia, Estados Unidos, Reino Unido, China, França, Alemanha e União Europeia.

No final de abril deste ano, a Casa Branca informou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu que ele não renovará as exceções de sanções para qualquer país que esteja atualmente importando petróleo iraniano, quando estes expirarem.

Os oito países que receberam as isenções dos EUA em novembro de 2018 são China, Índia, Itália, Grécia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Turquia.

No entanto, Grécia, Itália e Taiwan não precisam mais de isenções porque suspenderam suas importações de petróleo iraniano, segundo a imprensa.

Após sua retirada do PAIC em maio de 2018, Washington acusou Teerã, entre outras coisas, de continuar a desenvolver secretamente um programa nuclear, apesar dos 12 relatórios consecutivos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) declararem o contrário.

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